Publicado 22 de Junho de 2021 - 12h03

Por Edson Silva/Correio Popular

Equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Samu constatou a morte do pintor Guilherme Accioly no próprio local do crime, em Paulínia

GCM Paulínia

Equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Samu constatou a morte do pintor Guilherme Accioly no próprio local do crime, em Paulínia

Dois homens foram mortos na Região Metropolitana de Campinas (RMC) neste domingo. O motorista Rubens Borges, de 73 anos, foi assassinado com várias facadas no pescoço na cidade de Campinas, enquanto que o pintor Guilherme Pedrozo Accioly, de 30 anos, foi morto com tiros na cabeça em Paulínia. Os crimes estão sendo investigados e, até ontem, não foram divulgados quem poderiam ser os autores dos assassinatos.

Dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) indicam que Campinas registrou 36 assassinatos de janeiro a abril deste ano, contra 45 casos no mesmo período de 2020. Já em Paulínia, no mesmo período de quatro meses, foram cinco homicídios este ano, contra um em 2020.

O motorista Rubens Borges, 73 anos, nascido em Jaguariúna, foi encontrado morto caído ao lado de sua cama, na casa onde morava na Rua Danilo Tavolaro, no Jardim Campos Elíseos em Campinas, área do 2º Distrito Policial (bairro São Bernardo). A vítima foi morta com várias facadas no pescoço.

Quando os policiais civis chegaram ao local do crime, as equipes de policiais militares e de peritos da Polícia Técnica atendiam ao caso. Na casa, foram encontrados 27 cartuchos de armas de fogo de diversos calibres: 32, 38 e 380, embora não haja constatação de que a vítima foi atingida por disparos de revólver. A polícia também recolheu um par de calçados, que será analisado.

Há a suspeita de que se trate de um latrocínio – roubo seguido de morto – porque familiares do motorista informaram que ele teria uma arma, que não foi encontrada na casa após o crime. Se confirmada a motivação, será o segundo caso de latrocínio registrado na cidade este ano. Assim, o caso será investigado pelo Setor de Crimes contra o Patrimônio, da Delegacia de Investigação Gerais (Dig), em vez da 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O primeiro latrocínio do ano ocorreu em Campinas em 31 de maio.

Tiros na cabeça

Em Paulínia, no domingo, foi assassinado o pintor Guilherme Pedrozo Accioly, de 30 anos, nascido em Fortaleza (CE). Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Pública, através do Departamento da Guarda Civil, a vítima foi atingida com cinco tiros na cabeça, na Avenida Pedro Antônio Bordignon, no bairro São José I.

O pintor morava no bairro Santa Cecília, também em Paulínia. Próximo ao corpo, peritos e policiais encontraram um cartucho deflagrado de calibre 380 e outros dois projéteis do mesmo calibre.

Uma equipe da Guarda Municipal encontrou a vítima caída no meio do canteiro central com perfurações na cabeça provocadas por arma de fogo. Testemunhas do bairro se negaram a dar informação sobre o fato.

Foi apurado apenas que o suposto matador usava bermuda, tênis e camiseta vermelha. Ele seria baixo e gordo e fugiu em uma motocicleta após ter feito os disparos. Uma equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou a morte no local.

O caso foi informado à delegacia da cidade, que enviou a perícia e investigadores ao local. O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) logo após a liberação dos peritos. Os trabalhos para elucidar o crime seguem com o Setor de Investigações Gerais (Sig), comandado pelo delegado Roney de Carvalho Barbosa Lima, titular de Paulínia.

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Edson Silva/Correio Popular