Publicado 19 de Junho de 2021 - 19h49

Por Gilson Rei/ Correio Popular

Manifestantes também protestaram contra a atual política do atual governo em relação ao Meio Ambiente

Kamá Ribeiro

Manifestantes também protestaram contra a atual política do atual governo em relação ao Meio Ambiente

Aproximadamente 15 mil manifestantes fizeram, na manhã de sábado, 19, no Centro de Campinas, um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro e o seu governo. Populares, integrantes de movimentos sociais e estudantis, partidos políticos, sindicatos e organizações que lutam por moradia uniram-se para reivindicar o impeachment do presidente e a aceleração da vacinação contra a covid-19 em todo o País, além de alertar a população contra a política do meio ambiente do atual governo federal. No sábado, o Brasil já havia registrado 500.022 mortes pela covid-19. Os dados, divulgados na sexta-feira, revelaram que a doença já tinha provocado 3.554 mortes em Campinas e 109.251 contaminações.

Esse foi o segundo protesto ocorrido nos últimos 20 dias e contou com grande participação popular. Para se ter uma ideia da extensão do ato, a multidão ocupou - ao mesmo tempo - a Avenida Francisco Glicério (a partir do Largo do Rosário) e um trecho da Avenida Moraes Sales, até a Rua Dr. Quirino, com bandeiras e cartazes, que pediam a retirada do presidente e a mudança da política, principalmente nas áreas da Saúde, Educação, Pesquisa e Meio Ambiente.

O ato surgiu após as passeatas que alcançaram números expressivos de participação popular, em 29 de maio passado, contra o governo Bolsonaro, no Brasil e no exterior.

Sem distanciamento

Vale destacar que os cuidados sanitários nos protestos foram mantidos com o uso de máscaras. Os organizadores pediram para que fosse respeitado o distanciamento e houve ainda a distribuição de álcool em gel. Porém, o distanciamento não foi respeitado em todos os pontos e momentos da manifestação.

Gabriela Barros Gonçalves, diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), destacou que, como servidora pública da área da Saúde, tem visto bem de perto a situação caótica que o Hospital de Clínicas da Unicamp enfrenta nesta pandemia. “O efeito deste governo Bolsonaro é catastrófico e tem provocado muitas mortes pelo negacionismo e pela falta de apoio às políticas necessárias para combater o vírus”, reclamou.

“É um governo que deixa de lado os que mais precisam e provoca mortes que poderiam ser evitadas”, afirmou. A manifestante defende que é necessário ter mais vacinas e uma política decente na Saúde. “Este manifesto é por mais vacinas e pela proteção dos médicos, pessoal da Saúde, população e até pela volta das atividades econômicas com segurança”, comentou.

Irresponsabilidade

Edilene Santana, dirigente da Central dos Químicos Unificados, disse que é moradora da periferia e presencia o drama da população na pandemia aliada a um governo sem responsabilidade social.

“Cada dia que passa o povo sofre mais. A população está sangrando. A gente vê também o retrocesso que todas as categorias de trabalhadores estão passando. Por isso, passou da hora de ter um impeachment desse presidente para que o Brasil volte a viver dias melhores”, afirmou.

 

Escrito por:

Gilson Rei/ Correio Popular