Publicado 11 de Junho de 2021 - 12h46

Por Edson Silva/Correio Popular

Com muitos ferimentos, vítima é socorrida pelo Samu e levada ao Hospital Municipal Mário Gatti

Divulgação

Com muitos ferimentos, vítima é socorrida pelo Samu e levada ao Hospital Municipal Mário Gatti

Uma mulher de 38 anos foi gravemente ferida ontem, com várias perfurações no corpo e uma faca cravada nas costas, em tentativa de feminicídio no Jardim São Fernando, em Campinas. Policiais militares do 35º Batalhão da PM agiram rapidamente e obtiveram da própria vítima a informação de que o autor da agressão foi o autônomo Paulo Rogério Betti, de 46 anos, com quem ela manteve um relacionamento por 17 anos. Segundo a vítima, o ex-companheiro não se conforma com o processo de separação, anunciado há cerca de dois meses.

Paulo Rogério atacou a mulher a facadas em frente da casa dela, diante de testemunhas, que foram alertadas pelos gritos de socorro. De acordo com uma testemunha, a mulher estava dentro de um carro, estacionado em frente de sua casa, quando ele se aproximou e começou a atacá-la com golpes de faca. As facadas atingiram suas mãos, costas, ombro, abdômen e seios.

Quando os policiais militares chegaram ao local, a vítima estava muito machucada, com a lâmina da faca cravada em suas costas.

Após a agressão, ela foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), enquanto os policiais saíram no encalço do acusado. O criminoso foi preso em flagrante em Valinhos, dentro do carro com o qual fugiu da cena do crime. O carro foi apreendido e passará por exames periciais; os laudos serão anexados ao inquérito que apura o caso.

A tentativa de feminicídio foi apresentada na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas, onde foi lavrada a prisão em flagrante do acusado. Segundo a polícia, o homem ficou à disposição da Justiça e reservou-se ao direito de falar somente à Justiça.

Em estado grave, a mulher foi socorrida e levada ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Não foi oficialmente confirmado o estado de saúde dela, mas segundo informações, era estável.

O acusado tem dois filhos com a vítima. Segundo a polícia, pelo menos oficialmente, não haveria registro de violência doméstica praticada por ele até o grave acontecimento de ontem.

O tenente Marcus Ícaro, do 35º Batalhão da PM, foi um dos primeiros policiais que chegaram ao local para atender ao caso após serem acionados por moradores do bairro. Quando ele chegou, a mulher ainda estava caída e com a faca cravada nas costas.

Aprovada em agosto de 2006, a lei 11.340, conhecida como Maria da Penha é, segundo a Polícia Militar, importante dispositivo para que mulheres vítimas de violência doméstica se protejam desse tipo de situação. Para o capitão Paulo Bueno, comandante da 3ª Companhia do 35º BPM, as mulheres devem denunciar situações de ameaças graves. O oficial observa que a polícia tem mecanismos para prevenir esse tipo de violência e se, infelizmente, algum caso se concretizar, a polícia contará com mais subsídios para que o acusado seja punido dentro da lei.

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Edson Silva/Correio Popular