Publicado 09 de Junho de 2021 - 15h48

Por Gil Rei/Correio Popular

Trem circula nas proximidades de Hortolândia: trecho pode ser usado em eventual extensão do TIC até Americana, em uma segunda etapa

Diogo Zacarias/Correio Popular

Trem circula nas proximidades de Hortolândia: trecho pode ser usado em eventual extensão do TIC até Americana, em uma segunda etapa

O Trem Intercidades (TIC) voltou ontem a ser debatido na Região Metropolitana de Campinas (RMC), durante reunião da Comissão de Assuntos Metropolitanos da Câmara Municipal. Na ocasião, foi confirmado que o novo operador do meio de transporte poderá construir um ramal até o Aeroporto de Viracopos. Seria o primeiro passo para ligar, por meio do modal ferroviário, o Centro da cidade à região do Campo Belo e ao terminal aéreo.

A informação foi dada por Paulo José Galli, secretário executivo da Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, que comentou sobre o contrato de concessão, previsto para ser estabelecido até o final deste ano. Segundo Galli, existe no documento a previsão de que o futuro concessionário possa optar pela extensão do traçado até Viracopos em um horizonte de médio prazo, estabelecendo gatilhos de demanda de passageiros para a viabilização da extensão.

A Prefeitura de Campinas publicou no início de abril deste ano um edital de chamamento público para que empresas e consórcios apresentem estudos para a implantação de um trem ferroviário urbano, de 18 quilômetros, entre o Pátio Ferroviário de Campinas, no Centro, e o Aeroporto Internacional de Viracopos. As empresas deverão apresentar estudos técnicos preparatórios que irão subsidiar a modelagem de uma concessão para implantação e operação do futuro ramal.

As propostas apresentada pelos interessados indicarão se o modelo mais viável será de Parceria Público-Privada (PPP) ou concessão.

TIC

Quanto ao TIC, Galli destacou que o eixo entre Campinas e São Paulo será viabilizado por uma PPP, e deverá estar pronto em quatro anos - meados de 2025. Dentre os detalhes, o secretário-executivo citou que o TIC prevê viagens expressas com paradas de 50 km. A concessão terá prazo de 30 anos e deve gerar investimentos de cerca de R$ 7 bilhões.

Segundo Galli, a viagem de aproximadamente 100 km entre Campinas e a estação Barra Funda, na Capital, levará uma hora. Já a ligação entre Jundiaí e a Capital, durará 30 minutos. Outros detalhes do projeto foram confirmados no encontro. O primeiro eixo do TIC será entre São Paulo e Campinas, e o serviço terá apenas uma parada em Jundiaí. A expectativa é de transportar 100 mil passageiros por dia neste trecho.

Há a previsão, ainda, da extensão do sistema até Americana, que seria implantada em uma segunda etapa, pois a possibilidade de compartilhar o mesmo trilho usado pela Rumo Logística para transporte de cargas está descartada. O governo trabalha para lançar a concorrência ainda em 2021, se não houver atrasos. A reunião foi presidida pelo vereador Luiz Cirilo (PSDB). Participaram também os membros da comissão.

Cirilo disse que o objetivo foi obter o compromisso de agilização dos protocolos e editais para retirar o TIC do papel e torná-lo realidade. "Formamos nesta primeira reunião uma equipe que vai reunir esforços em cada município para ajudar o Estado a colocar em prática este projeto fundamental para o desenvolvimento da RMC, auxiliando a desafogar o trânsito e garantindo mais qualidade no transporte da população", disse Cirilo.

"Trará benefícios à população, em termos de opções em transportes, e aliviará o meio ambiente, reduzindo a circulação de veículos a diesel", completou o parlamentar.

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