Publicado 08 de Junho de 2021 - 12h22

Por Edson Silva/Correio Popular

Policial checa registra imagens do local com o celular: aparentemente, animais estão bem alimentados, mas ambiente foi considerado impróprio para abrigá-los

1º Batalhão da Polícia Ambiental/Campinas

Policial checa registra imagens do local com o celular: aparentemente, animais estão bem alimentados, mas ambiente foi considerado impróprio para abrigá-los

Um homem, morador do bairro Matão, em Sumaré, foi autuado anteontem em R$ 144 mil por maus-tratos a animais, ao manter 44 cachorros de raça chihuahua em ambiente insalubre. No atendimento feito pela Polícia Militar Ambiental, o acusado foi multado ainda em mais R$ 1,5 mil por manter ainda em cativeiro animais da fauna silvestre - três jabutis - sem autorização.

De acordo com os agentes, os cachorros aparentavam estar bem alimentados, mas sem local adequado para acomodação. No local havia muitas fezes e também objetos perigosos para os bichos, como plástico, ferros pontiagudos e produtos químicos.

O homem afirmou que tinha autorização para criar os cães para comercializar, mas não apresentou a documentação para sustentar a declaração.

Os filhotes caninos estavam em dois cômodos, nos fundos da residência, em local aberto, de aproximadamente 80 metros quadrados. Os cães adultos ficavam soltos no quintal. Na casa, os policiais encontraram também uma calopsita.

O caso de crime ambiental foi apresentado no Plantão Policial da delegacia de Sumaré. Segundo a Polícia Ambiental, orientado por um advogado, o acusado não assinou o auto de infração ambiental, elaborado mediante o art. 29: “por praticar ato de maus-tratos a animais domésticos e nativos”, com sanção administrativa de multa valorada em R$ 144 mil.

O homem foi autuado também no art. 25, com multa simples, valorada em R$1,5 mil “por ter em cativeiro animais da fauna silvestre sem autorização”, no caso, os três jabutis. A Polícia Técnica esteve no local ratificando o fato.

Os animais foram deixados no mesmo local, sob a responsabilidade do infrator, por meio de um Auto de Depósito, até que seja encontrado um local adequado para eles, visto que os locais recebedores de animais silvestres disponíveis não podem recebê-los por se tratarem de animais “domesticados”, e, ainda, por não possuir espaço para quelônios (jabutis).

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Edson Silva/Correio Popular