Publicado 06 de Junho de 2021 - 13h44

Por Rodrigo Piomonte/Correio Popular

Campineiro curte o feriadão de Corpus Christi na Feira do Centro de Convivência, no Bosque dos Jequitibás e na Lagoa do Taquaral

Kamá Ribeiro/Correio Popular

Campineiro curte o feriadão de Corpus Christi na Feira do Centro de Convivência, no Bosque dos Jequitibás e na Lagoa do Taquaral

A pandemia e as barreiras sanitárias e restrições de circulação em algumas cidades da Região Metropolitana de Campinas, fizeram com que os campineiros aproveitassem o feriadão de Corpus Christi pelos pontos tradicionais de lazer ao ar livre da cidade. Porém, como muita gente teve a mesma ideia, aglomerações, não recomendadas em tempos de pandemia, se formaram em vários locais. No entanto, o uso incorreto ou a falta de máscaras, item obrigatório nas vias públicas da cidade, foram pontuais. A grande maioria aderiu à proteção.

O Correio esteve no Centro de Convivência Cultural, na região central, na Lagoa do Taquaral e no Bosque dos Jequitibás e conferiu a movimentação. No Centro de Convivência Cultural, na tradicional feira de sábado de manhã, havia muitos grupos de pessoas, o que animou os comerciantes. Alguns mantinham um distanciamento razoável entre si. Em algumas situações, o item de proteção não estava nem ao alcance do cidadão ou à vista de quem passava.

Na Lagoa do Taquaral, a quantidade de pessoas também foi grande. No entanto, foi possível identificar que a maioria respeitava o uso da máscara, apesar de ser possível observar algumas que não utilizavam a proteção. O casal formado pelo educador físico Alessandro Dias, 30 anos, e Débora Junqueira, 29 anos, é um exemplo de campineiros que ficaram pela cidade no feriadão. "Íamos para o litoral, porém, com essa pandemia ainda ameaçando e muitas cidades da região com restrições, resolvemos adiar mais uma vez o passeio e a opção é curtir por aqui mesmo", disse Alessandro.

A artesã Kelly Diazzi, 44 anos, notou que o movimento estava bem mais intenso que no final de semana anterior, e a expectativa era de boas vendas. "Esse feriadão parece de novo que as pessoas evitaram mesmo pegar estrada. Isso para a gente é bom. É mais gente circulando pelo Centro o que gera boas oportunidades de venda", disse.

O aposentado Divanildo Lustosa, 68 anos, também optou por ficar em Campinas. Ele disse não se incomodar com a aglomeração nos locais de lazer que a cidade oferece desde que seja ao ar livre. "O plano inicial era ir para Ubatuba. Temos casa lá, mas por conta das restrições e da pandemia, resolvemos ficar pela cidade. Está bem cheio aqui, mas o que a gente vê é todo mundo de máscara e respeitando o distanciamento", disse.

Em Campinas, o uso de máscaras é obrigatório até que a pandemia de covid-19 esteja controlada, conforme Decreto Municipal. O descumprimento da regra pode gerar multa. Segundo informações da Secretaria de Saúde, o uso do acessório diminui as chances de proliferação e transmissão do vírus entre as pessoas. Por esse motivo, desde março do ano passado, o governo municipal cobra e fiscaliza o uso do equipamento de proteção respiratória.

A Prefeitura de Campinas tem mantido fiscalização do cumprimento das normas sanitárias de enfrentamento à covid-19. Além do uso da máscara e das aglomerações, tem realizado também vistorias em estabelecimentos comerciais para verificar o cumprimento da legislação que exige no máximo 60 por cento da capacidade de público.

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Rodrigo Piomonte/Correio Popular