Publicado 02 de Junho de 2021 - 15h15

Por Edson Silva/Correio Popular

Imagem da câmara de segurança mostra o momento em que os bandidos fogem depois de atirar no engenheiro, que fica caído na rua em frente à casa

Reprodução/câmera de segurança

Imagem da câmara de segurança mostra o momento em que os bandidos fogem depois de atirar no engenheiro, que fica caído na rua em frente à casa

O engenheiro de software Jônatas Botelho da Silva, de 39 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça anteontem, na frente da esposa, de 30 anos, e da mãe, de 71, durante uma tentativa de roubo, com a participação de cinco assaltantes no bairro Jardim São Bento, em Campinas. Segundo a polícia, foi o primeiro caso de latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido este ano na cidade, quatro dos acusados foram presos em flagrante por policiais militares.

Um deles conseguiu escapar e a arma usada no assassinato não foi localizada até ontem. A vítima morava no Estado de Santa Catarina e estava de passagem na casa da mãe, mas logo viria a morar em Campinas, pois começaria trabalhar na cidade vizinha de Indaiatuba.

O caso de violência chocou os parentes e vizinhos da vítima no bairro, que fica próximo às margens da Avenida John Boyd Dunlop, vizinho de shopping e supermercados e a poucos metros dos acessos à Rodovia Anhanguera (SP-330), tanto para o sentido do Interior quanto para a Capital.

O bairro ainda mantém moradores que habitam a região há mais de 60 anos, que se mesclam com os mais recentes, geralmente atraídos pelo aspecto tranquilo do local. Um industriário de 34 anos, morador recente do bairro, disse que, ultimamente, o local anda mais movimentado, com viaturas policiais na região, normalmente perseguindo suspeitos, porque a área é caminho natural para a 2ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, repartição para onde são conduzidos acusados ou presos em alguma situação de flagrante.

/“De uns tempos para cá, vez ou outra, há rumores sobre tentativas de roubos de casas ou carros no bairro. Hoje ficamos assustados com esse caso com desfecho trágico para a família e que, obviamente, preocupa a todos que moram por aqui. Ainda bem que prenderam a quadrilha”, disse o morador.

A informação é confirmada em parte nos registros da polícia, uma vez que um quinto assaltante, que dirigia o carro utilizado pela quadrilha, um Hyundai I30 preto, está foragido, provavelmente com a arma do crime.

O carro foi encontrado por policiais militares do 35º Batalhão da PM e dentro deles estavam os celulares e outros objetos dos suspeitos, que foram apreendidos e passarão por perícia após a autorização da Justiça.

Os quatro acusados presos pelo latrocínio tentado - sem que os bandidos conseguissem roubar a vítima, mas atingindo-a com o tiro fatal - foram identificados como Rodolfo da Silva, 27 anos, morador do Jardim Itatiaia, apontado como autor do disparo, e ainda presos como coautores no caso e reconhecidos em gravações de câmeras de segurança: Diogo Cézar Cardozo, 32 anos, morador do Jardim Itayu, Gustavo Ferreira da Silva, 33, do Jd. Leonor e Thiago Augusto Cardozo, 32, da cidade de São Roque.

Após as prisões em flagrante, os acusados foram encaminhados à cadeia anexa ao 2º Distrito Policial de Campinas (São Bernardo), onde ficaram à disposição da Justiça e passarão por audiência de custódia. As investigações seguirão pelo 3º Distrito Policial (Jardim Chapadão) com apoio da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (Dig) da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Diec-Campinas).

Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo apontam que Campinas não registrou casos de latrocínios de janeiro a abril deste ano, data em que as estatísticas mais recentes foram fechadas. A SSP indica que durante o ano passado foram computados 10 latrocínios’ na cidade e, em 2019, quatro casos de roubos seguidos de mortes.

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Edson Silva/Correio Popular