Publicado 02 de Junho de 2021 - 10h12

Por Gilson Rei/Correio Popular

Em Valinhos, guardas municipais atuam em barreira sanitária contra a covid-19, em março; ações na cidade serão retomadas a partir de hoje

Diogo Zacarias/Correio Popular

Em Valinhos, guardas municipais atuam em barreira sanitária contra a covid-19, em março; ações na cidade serão retomadas a partir de hoje

Os 20 municípios da Região Metropolitana de Campinas vão retomar as barreiras sanitárias nas entradas das cidades a partir de hoje e reforçar a fiscalização contra festas clandestinas na tentativa de reduzir a circulação de pessoas ao longo do feriado prolongado de Corpus Christi. A decisão foi ratificada por todos os prefeitos, ontem, em reunião virtual. As barreiras terão início na tarde de hoje - véspera do feriado - e seguirão até domingo.

Gustavo Reis, vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento da RMC, prefeito de Jaguariúna, afirmou que as administrações municipais também vão intensificar o trabalho de conscientização junto à população e, caso os números não retrocedam, os prefeitos poderão se reunir novamente já no início da próxima semana para discutir a adoção de medidas mais restritivas.

Reis disse que a orientação para as pessoas é para que evitem viajar a passeio. "Nós estamos passando por um momento de nova alta nos casos de covid na região. Então, a melhor forma de a população colaborar é mantendo o distanciamento social", disse.

Algumas cidades, como Hortolândia e Valinhos, por exemplo, estão registrando um aumento muito grande nos casos e nas internações. Em Hortolândia, o número diário de consultas na unidade respiratória passou de 50 para 170, com todos os leitos covid ocupados. "O cenário em vários outros municípios é o mesmo. Caso não haja uma melhora rápida, teremos que discutir medidas mais duras, assim como fizeram outras regiões do Estado", comentou Reis.

Campinas contava ontem com 383 leitos de UTI exclusivos para pacientes com covid-19 nas redes pública e particular de saúde. Deste total, 359 estavam ocupados, o que corresponde a 93,73%. Havia 24 leitos livres nas redes municipal e privada.

O prefeito de Campinas, Dário Saadi, reforçou também a possibilidade de medidas mais rigorosas. "Se não houver colaboração da população para evitar aglomerações, as cidades serão obrigadas a adotar medidas restritivas, como o retorno à fase vermelha do Plano São Paulo. As aglomerações de hoje refletirão nos hospitais em duas semanas, com aumentos de casos de covid", afirmou Dário.

Lockdown

Amparo iniciou ontem a fase vermelha do Plano São Paulo para tentar reduzir o impacto da pandemia. A medida permite o funcionamento de apenas alguns serviços essenciais e valerá para as próximas duas semanas. Além da fase emergencial, o município vai adotar um lockdown nos próximos dois finais de semana, quando haverá proibição de funcionamento de mercados, postos de combustíveis e transporte público.

A cidade está com ocupação total nos leitos de UTI e enfermaria das três unidades médicas, além do Hospital de Campanha, construído há dois meses. Amparo enfrenta o pior momento da doença, com o registro de 48 mortes em maio, bem superior aos 39 óbitos registrados no ano passado inteiro. O governo municipal decidiu suspender as aulas nas escolas das redes municipal, estadual e particular a partir de segunda.

Barreiras aeroportuárias

Prefeitos de 15 cidades que sediam aeroportos internacionais, incluindo Campinas, defenderam ontem maior controle sanitário do governo federal para impedir a entrada de novas variantes da covid-19 no País. O prefeito de Campinas e vice-presidente de saúde da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Dário Saadi, defendeu que a Anac, Anvisa e Ministério da Saúde adotem ações efetivas.

O pleito dos prefeitos será oficializado ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e inclui um pedido de reunião com representantes dos prefeitos. "É essencial o controle sanitário na origem e na chegada dos voos para impedir que novas variantes entrem no País", disse Dário.

Escrito por:

Gilson Rei/Correio Popular