Publicado 29 de Maio de 2021 - 17h43

Por Agência Estado

Rio Atibaia na crise hídrica de 2014: transferência de água ao Cantareira evitou que o problema se repetisse

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Rio Atibaia na crise hídrica de 2014: transferência de água ao Cantareira evitou que o problema se repetisse

O governo publicou ontem um alerta de emergência hídrica para o período de junho a setembro em cinco Estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. Todas as unidades da Federação atingidas estão na bacia do Rio Paraná, polo de produção agropecuária e de grandes hidrelétricas. Na região, a situação é classificada como "severa" e a previsão é de pouco volume de chuvas para o período. É o primeiro alerta dessa natureza em 111 anos de serviços meteorológicos do País.

Com o volume escasso de água nos principais reservatórios do País, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) decidiu fazer uma varredura em cada usina térmica instalada e em operação, para saber exatamente com o que poderá contar, a fim de afastar riscos de apagão e racionamento de energia.

A diretoria do ONS, órgão responsável pela gestão diária do abastecimento elétrico nacional, disparou um documento a 40 empresas do setor elétrico que possuem usinas térmicas movidas a gás, óleo diesel, biomassa e carvão. Na lista, estão empresas como Petrobras, Engie e Neoenergia, além das estatais do grupo Eletrobras.

No documento, o ONS pede que, até segunda-feira, cada empresa informe detalhadamente quais são as usinas térmicas que cada empresa possui, com detalhamento de seus cronogramas de manutenção e operação previstos até dezembro de 2021.

Faltou energia

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que ocorreram ontem dois desligamentos na linha de transmissão bipolo Xingu/Estreito, que escoa a energia da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, uma das maiores do País. Segundo o operador, às 11h06 houve o primeiro desligamento, do Polo 1, e às 11h26, do Polo 2 do mesmo sistema.

Ao identificar uma variação de frequência no sistema, a ONS cortou 3.400 MW de carga, atingindo várias localidades, para evitar maiores reflexos no Sistema Interligado Nacional (SIN). Várias regiões foram afetadas Ainda de acordo com o operador, às 11h31min foi liberada a retomada de todas as cargas cortadas.

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