Publicado 27 de Maio de 2021 - 12h42

Por Edson Silva/Correio Popular

Entrada do motel onde aconteceu o duplo homicídio na suíte 6 e os telefones celulares apreendidos com o suspeito que teve a prisão decretada

Rubinho Queiroz

Entrada do motel onde aconteceu o duplo homicídio na suíte 6 e os telefones celulares apreendidos com o suspeito que teve a prisão decretada

Um homem suspeito de envolvimento na morte de um casal encontrado esfaqueado na suíte de um motel de Indaiatuba teve a prisão temporária decretada por 30 dias pela Justiça e esta sob investigação sigilosa da Polícia Civil daquela cidade. O caso segue agora sob a responsabilidade do delegado Luis Fernando Dias de Oliveira, titular do município, que não deu informações sobre o investigado e que deve se manifestar sobre o caso somente ao receber laudos periciais que acrescentem informações técnicas sobre como as mortes ocorreram.

Não foram divulgadas informações de quantos ferimentos a faca recebeu cada uma das duas vítimas, mas, desde o início das investigações, a polícia trabalha com hipótese de crime passional. A possibilidade de ter sido um homicídio seguido de suicídio está praticamente descartada. A hipótese mais provável é a de um duplo homicídio e, nesse caso, com a participação de ao menos uma terceira pessoa na cena do crime.

O suspeito preso, segundo informações, seria morador e também funcionário do motel onde o casal foi assassinado e é ou já foi próximo de ao menos uma das vítimas - o que não descarta a linha passional investigada pela polícia.

Embora ainda sob sigilo, a informação é a de que o suspeito seja a pessoa que alegou ter encontrado em determinada parte do telhado do motel os celulares do casal.

Os policiais chegaram a pistas que os levaram a pedir a prisão do homem, após analisarem horas de gravações de câmeras de monitoramento do motel, embora não tenha sido divulgado qualquer nome ou detalhes sobre o que foi visto nas imagens para chegarem ao acusado.

“Até onde se sabe, o casal estaria sozinho na suíte, a faca do crime estava lá, não há lógica no fato de os pertences pessoais das vítimas terem sido encontrados fora da cena do crime”, pondera um dos policiais.

O delegado responsável pela investigação do caso se limitou a afirmar que somente se pronunciará quando tiver acesso aos laudos que serão juntados ao inquérito.

O crime no motel aconteceu no último dia 16, e, segundo funcionários, as vítimas iam ao estabelecimento com certa frequência, entretanto, no dia das mortes, o que causou estranheza foi o tempo que o casal permaneceu na suíte 6, incomum para aqueles clientes.

Passadas cerca de 20 horas, foi feita a verificação no quarto. O casal foi chamado por interfone e com batidas na porta. Como não houve resposta, funcionários verificaram pessoalmente se havia algo errado. E havia.

O homem, um piloto de avião de 42 anos, morador de Itu, estava esfaqueado e morto na cama, com ferimento inclusive na região genital. A acompanhante, de 38 anos, moradora de Indaiatuba, também havia sido esfaqueada e estava morta no banheiro do quarto. Começava ali o caso que a polícia de Indaiatuba passou a chamar de “O mistério da suíte 6”. Ele pode ser elucidado a partir de agora com a prisão do suspeito que, segundo a polícia, estava, ao menos, muito próximo do local do crime e conhecia uma das vítimas.

Como não havia sinais de arrombamento no quarto, a hipótese mais provável é a de que lugar foi invadido por alguém que conhecia bem o lugar e tinha acesso a ele. As investigações policiais devem responder às lacunas.

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Edson Silva/Correio Popular