Publicado 25 de Maio de 2021 - 12h52

Por Mariana Camba/Correio Popular

Consumidores aproveitam a segunda-feira para compras no comércio com atendimento ampliado: em junho é esperada nova flexibilização

Diogo Zacarias/Correio Popular

Consumidores aproveitam a segunda-feira para compras no comércio com atendimento ampliado: em junho é esperada nova flexibilização

Desde ontem, os estabelecimentos comerciais do Estado de São Paulo puderam funcionar com 40% da capacidade de ocupação, de acordo com as regras da fase de transição do Plano São Paulo. O aumento em 10% na capacidade de atendimento também foi adotado em Campinas, por decisão da Prefeitura. O horário de funcionamento das lojas permanece o mesmo, das 6h às 21h, e o toque de recolher das 21h às 5h. A partir da próxima terça-feira, 1º, novas mudanças devem começar a valer no Estado, segundo o Plano São Paulo. O comércio poderá funcionar por uma hora a mais, das 6h às 22h e com 60% da capacidade de ocupação.

De acordo com a presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista) de Campinas e Região, Sanae Murayama Saito, a mudança na capacidade de atendimento das lojas deve aumentar a circulação de pessoas nos estabelecimentos comerciais da cidade. "Depois de mais de um ano em pandemia, todos sabem o que fazer e como se proteger. Então, a ampliação deve apenas resultar em melhorias para o setor, que tem boas expectativas devido à proximidade do Dia dos Namorados", afirmou a dirigente. Para Sanae, a mudança favorece o consumidor que prefere comprar presencialmente e que não aderiu ao comércio online.

Segundo Sanae, o segmento teve no último ano uma queda no faturamento por causa da pandemia. A projeção da entidade é que junho deste ano, se comparado com o mesmo período de 2020, apresente um aumento de 2,5% nas vendas. Os setores que mais devem sentir a melhora no faturamento são os de vestuário e de calçados, por serem as opções mais procuradas como presente para o dia 12 de junho.

"No ano passado, nesta mesma época, as lojas estavam fechadas por causa da pandemia. Então, sem dúvida, estamos em um momento muito positivo. Os comerciantes precisam ir atrás do cliente. Rezamos todos os dias para que mais flexibilizações sejam adotadas. As empresas não aguentam mais. Sem trabalho, não tem sustento. Não tem como pagar as contas", ressaltou.

O setor de bares e restaurantes de Campinas considera que a ampliação da capacidade de atendimento das casas é positiva, mas não trará um impacto tão significativo para o faturamento. Como os estabelecimentos são obrigados a manter a distância de 2 metros entre as mesas e 1 mero entre cadeiras, a margem de 10% a mais pode representar a adição de mais uma ou duas mesas apenas, dependendo do tamanho do salão. O segmento espera que as a extensão da flexibilização, a partir de 1° de junho, traga finalmente um pouco mais de estímulo à presença dos clientes, principalmente com o avanço do atendimento pelo período noturno.

 

Expectativa

Segundo o proprietário de um restaurante localizado no Parque Industrial, em Campinas, Sérgio de Simone, quanto mais condições de atendimento, mais as pessoas aproveitam para sair de casa. "O segmento deixou de ser apenas uma possibilidade de diversão e lazer. Com a ampliação da capacidade de atendimento para 40%, conseguimos manter até 70% do movimento normal do restaurante", informou.

De acordo com Simone, durante o almoço é registrado o maior número de clientes no estabelecimento. Se a mudança no comércio ocorrer conforme o previsto no dia 1º, acrescentou, o movimento no local deve aumentar um pouco mais, por volta de 5%.

No Centro, foi possível observar muitas pessoas nas ruas durante a tarde de ontem. De acordo com a gerente de uma loja de acessórios femininos, Hengel de Oliveira, mesmo com o aumento de 10% na capacidade de atendimento, o movimento nas lojas continua abaixo do esperado. Ela afirmou que as pessoas estão preferindo comprar pela internet, e ir ao Centro apenas para retirar o produto. Tal comportamento, na visão de Hengel, se deve ao sentimento de insegurança por parte da população.

"Isso sem contar os reflexos da pandemia. Esse cenário deixou o comercio no local mais desgastado. Não adianta termos a possibilidade de manter a loja aberta até tarde, e não ter segurança para os clientes e funcionários. Por isso, independente da flexibilização, fechamos às 17h", explicou.

As vendas pelo delivery, de acordo com Hengel, aumentaram 20% desde o início da pandemia. A expectativa da gerente para o Dia dos Namorados é otimista. "O Dia das Mães foi muito bom. Superou as nossas previsões mais positivas. Então, esperamos o mesmo aumento nas vendas para o dia 12 de junho. Só precisamos de melhores condições de segurança para usufruir das possibilidades do plano São Paulo, em relação ao horário de funcionamento", reforçou.

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