Publicado 21 de Maio de 2021 - 14h05

Por Gilson Rei/Correio Popular

Praça de pedágio instalada na Rodovia Zeferino Vaz, na altura de Paulínia: população da cidade pede retirada da estrutura

Kamá Ribeiro/Correio Popular

Praça de pedágio instalada na Rodovia Zeferino Vaz, na altura de Paulínia: população da cidade pede retirada da estrutura

O presidente da Câmara de Paulínia, Fábio Valadão (PL), pediu ontem a remoção do pedágio instalado na Rodovia Zeferino Vaz, na altura da cidade. A reivindicação foi apresentada durante reunião entre integrantes do Parlamento da Região Metropolitana de Campinas (RMC) com representantes da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Regional. Segundo o parlamentar, a estrutura, além de ser "irregular", cobra taxas que encarecem os custos dos moradores e das empresas instaladas no município. O pleito conta com o apoio da população, que se sente “explorada” por ter que pagar para circular dentro da própria cidade.

Com denúncia de prejuízos à mobilidade urbana e de indícios de irregularidades na execução do projeto, a retirada da praça de pedágio no km 132,5 da rodovia Zeferino Vaz (SP-332), nas proximidades da Refinaria de Paulínia (Replan), foi proposta ontem durante reunião do Parlamento da Região Metropolitana de Campinas (RMC). Inaugurada em janeiro de 2010, a praça de pedágio já foi alvo de muitos debates, polêmicas, e protestos ao longo dos últimos 11 anos.

A nova tentativa de remoção do pedágio foi apresentada pelo presidente da Câmara de Paulínia, Fábio Valadão (PL), primeiro secretário do Parlamento da RMC, em reunião do colegiado com representantes da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Regional de São Paulo. Valadão disse que o pedido tem como base os prejuízos à mobilidade urbana e a falta de acesso a uma das maiores regiões da cidade, que inclui o bairro João Aranha, entre outros. "Além disso, o pedágio provoca a mudança de empresas, a perda de arrecadação e gera desemprego indiretamente", afirmou.

 

Descumprimento

Segundo o presidente da Câmara de Paulínia, há também um grave equívoco na instalação da praça de pedágio. "Um estudo feito com especialistas comprovou que houve o descumprimento do contrato de concessão. O projeto original previa a instalação da estrutura no km 129 e não nos km 132,5 e 135,5, como foi feito", afirmou.

O estudo foi debatido e detalhado com técnicos da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). "Após reunião com representantes da Artesp, registrei um protocolo sugerindo alternativas para solução dos problemas", comentou o vereador.

A primeira proposta é a retirada da praça de pedágio, visando cumprimento do contrato de concessão para a Rota das Bandeiras até 2039. "Caso não ocorra isso, a outra proposta é de isenção de pedágio a todos os carros emplacados em Paulínia ou a autorização de construção de uma alça de retorno que forneça acesso a Paulínia, na região do bairro Cascata, no viaduto Chamas do Progresso", explicou Valadão.

"Uma quarta e última opção sugerida é a autorização de inversão de fluxo do viaduto Chamas do Progresso para mitigar parte dos problemas", acrescentou.

Valadão lembrou que a questão do pedágio é uma batalha antiga da cidade e que o estudo deixa clara a irregularidade no contrato. "Hoje temos metade da população da cidade com uma única via para chegar, via ponte do rio Atibaia. A população de aproximadamente 116 mil habitantes está sendo prejudicada há 11 anos. Além disso, a Replan integra uma área de segurança nacional. Não é possível existir um pedágio irregular nestas condições", reclamou.

 

Apoio

Valadão assegurou que recebeu apoio dos integrantes do Parlamento da RMC. "O descumprimento do contrato de concessão é grave e agora temos o apoio do Parlamento. A expectativa é de solução com essa união de forças demonstrada", disse o representante de Paulínia. Durante o encontro online, o presidente da Câmara de Campinas, vereador Zé Carlos (PSB), repassou este pedido e outras demandas levantadas pelos municípios ao subsecretário de Relacionamento com Municípios, Fernando Fernandes, que prometeu levar as solicitações às secretarias e aos órgãos técnicos responsáveis.

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Gilson Rei/Correio Popular