Publicado 19 de Maio de 2021 - 16h03

Por Rodrigo Piomonte/Correio Popular

O secretário municipal de Saúde, Lair Zambon, afirma que os gastos com a gestão da pandemia estão equilibrados até o mês de maio, mas admite problemas a partir de junho

Diogo Zacarias/Correio Popular

O secretário municipal de Saúde, Lair Zambon, afirma que os gastos com a gestão da pandemia estão equilibrados até o mês de maio, mas admite problemas a partir de junho

Mesmo com a gestão dos recursos recebidos durante 2020 para a manutenção do custo covid-19 no primeiro trimestre deste ano, a Prefeitura entra na segunda quinzena de maio admitindo a possibilidade de necessitar de aportes do tesouro municipal para a estrutura que vem sendo necessária para o combate à pandemia na cidade até o final do ano.

A Prefeitura não admite de onde sairá os recursos, mas confirma que estudos já estão sendo realizados junto à Secretaria de Finanças para um remanejamento entre as pastas. A Prefeitura garante que no trabalho não haverá desabastecimento na saúde, mas confirma que a continuidade do custo de combate a pandemia na cidade pode afetar outras secretarias.

Segundo informações do secretário municipal de Saúde, Lair Zambon, apesar da redução do número de casos de síndromes gripais dando entrada nos postos de saúde, os recursos para custeio dessas demandas serão escassos a partir de junho, caso não venham novos recursos federais.

O secretário afirma que especificamente no atendimento em Saúde, os gastos estão equilibrados, pelo menos até este mês de maio, graças a sobras de auxílios federais enviados no ano passado. Mas admite que a partir de junho, as coisas podem se complicar.

"Imagino que virá um pouco mais de dinheiro. Todos os nossos leitos de UTI estão habilitados. Mas de qualquer maneira talvez haja a necessidade de um aporte do tesouro municipal no sentido de completar toda essa demanda", disse.

O secretário reforça que a prioridade é salvar vidas e comenta que apesar do enorme gasto que demandam, atualmente, os centros de vacinação, de qualquer maneira as finanças da secretaria estão completamente equacionadas.

"O combate à covid-19 tem exigido gastos com estrutura hospitalar, adaptação sanitária de espaços públicos, insumos, sem contar as despesas para a manutenção dos centros de vacinação, que praticamente ficam abertos de domingo a domingo, alguns em média de 12h", explica o secretário.

O diretor do Fundo Municipal de Saúde, Reinaldo Antônio de Oliveira, vê com preocupação a ausência de repasses advindos dos fundos nacional e estadual de saúde, e diz acreditar que se o cenário continuar assim, no final do ano pode haver um déficit de R$ 30 milhões a R$ 50 milhões.

"Este ano, além dos repasses regulares do Sistema Único de Saúde (SUS) para cada leito aberto nos hospitais, valor que corresponde a 60% dos custos para manter a estrutura, ainda não houve ajuda federal. O que dará sustentação será a arrecadação, com a retomada das atividades econômicas, porque os recursos de 2020, foi possível dar sustentação até agora", disse.

O recurso que se refere o diretor foi uma sobra de 2020 de R$ 33 milhões, de um total de R$ 142 milhões recebidos do governo federal, e que ajudou a equilibrar as contas da Secretaria de Saúde até o momento.

No entanto, ele já projeta dificuldades devido a chegada de despesas, como o maior gastos com insumos que a Prefeitura está tendo. "No ano passado recebemos muita ajuda, que este ano não veio. Há uma previsão de compra de reposição da ordem de R$ 2 milhões para insumos para este mês. Recurso que estudamos já ser remanejado", completa.

+Há ainda entre os gastos previstos R$ 13 milhões em novos contratos de funcionários para hospitais e unidades de pronto-atendimento da Rede Mário Gatti. "Se a receita não aumentar, esse dinheiro vai ter que sair de algum lugar. O compromisso é não faltar nada para a Saúde", conclui Oliveira.

Escrito por:

Rodrigo Piomonte/Correio Popular