Publicado 18 de Maio de 2021 - 13h37

Por Correio Popular

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, discursa ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, do diretor do CNPEM , Antônio José Roque da Silva, e do prefeito Dário Saadi

Diogo Zacarias/Correio Popular

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, discursa ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, do diretor do CNPEM , Antônio José Roque da Silva, e do prefeito Dário Saadi

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, confirmou ontem, em Campinas, a possibilidade da instalação de um laboratório de biossegurança máxima (NB4) a partir do segundo semestre. O laboratório seria inédito na América Latina, e capaz de estudar e analisar vírus mais perigosos que o da covid-19. A possibilidade, no entanto, passa pela busca de um financiamento mais estável para a ciência do país a partir da liberação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), em debate. "O assunto do Fundo já está com o ministro Paulo Guedes, e o recurso vai permitir o desenvolvimento de mais organizações como essa no país, aumentando as possibilidades para o Brasil", disse Pontes.

O ministro Marcos Pontes e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estiveram ontem no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, onde visitaram as instalações do Sirius, superlaboratório de luz síncrotron de 4ª geração que congrega um acelerador de partículas com uma das fontes de luz síncrotron mais avançadas do mundo.

Durante todo o dia os dois ministros participaram de agendas no CNPEM. Pela manhã, o ministro Marcos Pontes participou de uma transmissão on-line, com visita guiada pelo Sirius. A visita teve transmissão no canal do YouTube do CNPEN. Pela tarde, se juntou à comitiva de Brasília, o ministro Queiroga, que conheceu as instalações do laboratório. Ao final da agenda os dois contaram a impressão que tiveram sobre a visita e deixaram o local sem responder a perguntas dos jornalistas.

A visita ocorreu em celebração ao Dia Internacional da Luz. Nas instalações do CNPEM, o ministro Pontes, ressaltou a importância da pesquisa em tecnologia no país em diversas áreas, inclusive na área da Saúde. O ministro Queiroga comentou sobre a importância de o país fortalecer um complexo industrial de saúde.

"Essa estrutura é uma ferramenta extraordinária para o desenvolvimento da pesquisa básica, na química na biologia molecular, na pesquisa de medicações inovadoras", disse.

Desde o ano passado, o Sirius vem fazendo análises de proteínas relacionadas ao Sars-Cov-2 e projetos em outras áreas da saúde, desenvolvidos por pesquisadores do CNPEM e de diferentes universidades do país.

Segundo o ministro da Saúde, o trabalho no laboratório abre uma perspectiva de desenvolvimento único na área de inovações efetivas. "O país não pode somente buscar indústrias de similares e de genéricos, mas precisa partir para um investimento efetivo em uma autonomia na sua capacidade de pesquisa e desenvolvimento de fármacos", disse.

O físico Antonio José Roque, e diretor-geral do CNPEM, disse estar otimista e com esperança sobre a possibilidade do Sirius se beneficiar com a liberação dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

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