Uma "fofoca", que surgiu esta semana no Bugre, indica interesse da rival Ponte Preta no lateral-direito Oziel
Em momento de crise, problema é o que não falta no Estádio Brinco de Ouro. Dificuldades financeiras, de escalação e até mesmo “fofocas” deixam o clima ainda mais tenso, se já não bastasse a lanterna do Campeonato Paulista a três rodadas do final da fase de classificação. O padrão do discurso do elenco alviverde ao longo da semana foi no sentido de ter profissionalismo, acreditar enquanto houver chances matemáticas e não deixar os fatores extracampo influenciarem na hora do jogo.
O lateral Oziel, por exemplo, foi perseguido nos últimos dias por boatos de que teria sido sondado pelo maior rival bugrino. O jogador desmentiu tal fato e acredita que estas insinuações só podem ser criadas por pessoas que querem desestabilizar ainda mais o time num momento tão delicado. “Ano passado tive uma sondagem da Ponte após o Paulista, mas nesta temporada não. Pessoas mal-intencionadas ficam falando isto aí. Este ano tive apenas uma proposta do Joinville, mas conversei com a diretoria e acabei ficando no Guarani”, explicou Oziel, que tem contrato com o Bugre até dezembro, contudo ainda é dúvida para a disputa do Brasileiro da Série C.
“Não posso dizer se fico ou se saio do clube. Às vezes, aparece uma coisa que é boa para o Guarani e para mim. Vamos estudar”, disse o lateral, que está no Brinco de Ouro desde janeiro do ano passado.
Se Oziel está confirmado pelo menos nesta reta final de Paulistão, os volantes Mika e Ademir Sopa já deram adeus ao Brinco de Ouro. Os atletas, que tinham contrato até o final do Paulistão, não treinaram esta semana e já tiveram uma conversa com a presidência do Bugre. Falta apenas acertar os últimos detalhes da saída para os jogadores iniciarem as negociações com outro clube. E, no treino da tarde desta quarta-feira (03/04), quem não apareceu foi o lateral Boiadeiro, que também acertou a sua saída com o presidente Álvaro Negrão.
GRANA
Salário atrasado é outro fantasma que assombra o Guarani, mas o elenco evita se influenciar por este fato. “Situação financeira complicada não é só problema do Guarani. É difícil conviver com isso. Lógico que todos querem receber normalmente, mas a gente sabe da situação do clube. Não podemos pensar nisso agora, o mais importante é o clube. É o nosso nome e do Guarani que está em jogo”, afirmou o meia-atacante Cadu. O elenco não recebeu no mês passado e o de abril já vence na próxima semana.