MEDO

Boataria sobre sequestro de crianças leva medo ao Matão

Apesar de ninguém ter presenciado nada, a boataria ganhou repercussão. Alguns pais receberam vídeos e áudios com depoimentos que falam sobre os supostos sequestros

Alenita Ramirez
alenita.jesus@rac.com.br
25/06/2015 às 22:21.
Atualizado em 28/04/2022 às 15:52

Medo, incerteza e insegurança tomaram conta de pais e funcionários de escolas infantis da região do Matão e do bairro San Martin, no limite de Sumaré com Campinas, depois que surgiu um boato de que um menino foi sequestrado na porta de uma escola e o seu corpo apareceu em uma praça sem os órgãos. Apesar de ninguém ter presenciado nada, a boataria ganhou repercussão. Alguns pais inclusive passaram a receber no WhatsApp vídeos e áudios com depoimentos de moradores de Santos e da Capital em que falam sobre os supostos sequestros de crianças. Intrigadas, algumas mães estavam evitando levar os filhos para a escola. Na polícia não há nenhum registro. “Na semana passada, a gente não vencia de atender as ligações. Eram diretores de escolas, funcionários e pais, mas não temos nada”, disse uma funcionária do 4º Distrito Policial (DP) de Sumaré. Pelo comentário, a notícia surgiu no Facebook. A mãe de um aluno teria postado que um menino de 8 anos tinha sido sequestrado perto de uma escola e apareceu alguns dias depois morta e sem os órgãos. No mesmo período circulou a história de que um menino havia sido sequestrado por um casal quando deixava uma igreja evangélica. A criança teria sido encontrada no dia seguinte, em uma praça, machucada. “Mas ninguém sabe quem é esse menino”, falou a dona de casa Talitha Costa Barbosa, de 29 anos, mãe de uma menina de 5 anos e que agora evita de sair de casa. Pelos comentários, os supostos sequestradores rondam os bairros em um carro prata insufilmado, tira fotos de determinada criança e depois volta para buscá-la. “O boato foi plantado para nós e agora ficou o medo”, disse a dona de casa Francisneuma Fernandes Silva Pereira, de 19 anos, mãe de duas meninas. Nas escolas infantis dos bairros, as regras para desembarque pelas vans e ônibus escolares mudaram. Tem que parar no portão e um segurança leva as crianças para a escola. O boato cruzou as fronteiras e chegou em Hortolândia, onde por lá a abordagem seria feita por agentes de saúde, nas residências. A Secretaria de Saúde informou que os agentes que atendem em casas são funcionários das Unidades de Saúde da Família e, portanto, conhecidos. Além disso, eles usam uniformes e crachás com identificação.

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Anuncie
(19) 3736-3085
comercial@rac.com.br
Fale Conosco
(19) 3772-8000
Central do Assinante
(19) 3736-3200
WhatsApp
(19) 9 9998-9902
Correio Popular© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por