O movimento União em Defesa das Vítimas de Violência (UDVV) quer que haja alterações no Código Penal
Familiares e amigos de vítimas de violência estiveram na Rua Treze de Maio, em Campinas, para coletar assinaturas da população em favor do endurecimento das penas de crimes contra a vida. A deputada federal Keiko Ota (PSB-SP) esteve na cidade e é uma das articuladoras para que essa proposta seja inserida na revisão do Código Penal, que segue em trâmite no Congresso. O movimento União em Defesa das Vítimas de Violência (UDVV) quer que haja alterações no Código Penal, especialmente o aumento do período máximo de prisão de 30 para 50 anos; aumento da pena mínima para o crime de homicídios simples (de seis para dez anos); elevação do tempo para progressão da pena (transferência para regime semiaberto, por exemplo) e volta do exame criminológico para concessão de benefícios penais. "Queremos mostrar com esse abaixo-assinado que a população está com a gente. Que quer essa revisão e esse endurecimento" , disse a deputada, que afirma que não há controle ou uma avaliação eficiente do Estado para que o preso seja solto antes de cumprir a totalmente a pena. Ela perdeu o filho Ives, de sete anos, em 1997, assassinado em um sequestro em São Paulo. Um documento com 110 mil assinaturas já foi protocolado no Congresso. A meta é chegar a 300 mil nomes coletados.