Existem cerca de 500 animais desse tipo nas instalações, que estariam presos em gaiolas
O ativista Fábio Chaves tentou, sem sucesso, na tarde da quarta-feira (6), conseguir a liberação dos ratos que ainda estão no prédio do Instituto Royal, em São Roque, na região de Sorocaba. Na avaliação dele, existem cerca de 500 animais desse tipo nas instalações, que estariam presos em gaiolas. Com o fim das atividades da entidade, anunciado nesta quarta, eles não teriam mais utilidade. Para tentar retirar os ratos, o ativista fez contato com a gerente geral da entidade, Sílvia Ortiz. Ela concordou em repassá-los para ONGs de defesa animal, mas exigiu que sejam credenciadas no Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Consea). A iniciativa não deu resultados porque o conselho não credenciou nenhuma ONG nos termos que a gerente do instituto faz questão. O objetivo dos ativistas agora é tentar encontrar outros meios para que os ratos sejam liberados. Eles não descartam a realização de novas manifestações, embora tentem acionar a Justiça antes. A gerente do instituto disse que não pode liberar os ratos, sem que as entidades que forem responsabilizar-se por eles demonstrem ter condições de cuidar adequadamente dos animais, por questões de saúde. O instituto alega que encerrou suas atividades em decorrência da invasão do dia 18 de outubro, quando foram retirados 178 cães da raça beagle e 7 coelhos, utilizados em experimentos para produzir medicamentos, produtos de higiene e beleza, e agrotóxicos. A invasão ocorreu depois que ativistas disseram ter ouvido latidos como se os cães estivessem sofrendo maus-tratos. Havia denúncias contra o instituto, que já eram investigadas desde dezembro de 2012. Em entrevista coletiva no Fórum de São Roque, o promotor Wilson Velasco Júnior disse que a decisão de encerrar as atividades não livra o instituto caso os maus-tratos sejam comprovados. Nesta quarta-feira, mais um cão retirado da entidade foi localizado pela Polícia Civil. Ele estava vagando na rua em Araçariguama. Moradores entraram em contato com a polícia quando viram. O delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, também disse que o fim das atividades não vai afetar as investigações sobre a invasão do local pelos ativistas e também o tumulto durante manifestação. Na ocasião, uma viatura da Polícia Militar e dois veículos de reportagem da TV Globo em Sorocaba foram queimados. Os envolvidos nos dois casos estão sendo intimados. Veja também Instituto Royal encerra atividades em São Roque Entidade é investigada pelo Ministério Público por maus-tratos, mas alega prejuízos após invasão Cão retirado do Instituto Royal é encontrado na rua Acusação de Instituto Royal à família é falsa Instituto, investigado por maus-tratos, a acusou de colocar cão à venda pelo Mercado Livre