A Prefeitura de Campinas ampliou em R$ 10 milhões o contrato com a Gocil, empresa responsável pela segurança no Executivo. O contrato com a Gocil é um dos maiores da Administração e custa R$ 85 milhões por dois anos de prestação de serviços. Além da segurança, a empresa também mantém um outro contrato de limpeza das escolas da cidade. A ampliação, segundo o governo, ocorreu em razão de uma lei federal que alterou o pagamento pelo nível de periculosidade dos seguranças.
Correção
O Executivo informou também que fez um ajuste no contrato em razão do empenho. Segundo a Administração, a verba para o repasse da Gocil tinha previsão mensal e não anual, como manda a lei. Com um apontamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, a Prefeitura precisou fazer adequações. Conforme prevê o contrato, são 1,1 mil vigilantes atuando em 616 postos, entre escolas, unidades de saúde e outros prédios públicos.
Problemas e problemas
Desde o início da gestão do prefeito Jonas Donizette (PSB) grande parte dos contratos e das licitações passou a receber apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o que fez muitas das concorrências serem adiadas. Recentemente os conselheiros do TCE determinaram mudanças no edital para a contratação da empresa que fará o transporte escolar na cidade. A licitação havia sido impugnada.
Mudanças
No voto, o conselheiro relator, Sidney Estanislau Beraldo, ressaltou que o edital deve ser retificado, de modo que possibilite a ampla participação de interessados potencialmente aptos a prestar os serviços, incluídos não somente eventuais proprietários ou arrendatários dos ônibus, mas também aqueles que contam com contratos típicos de posse dos veículos, a exemplo de locação ou leasing.
Os problemas
A atual Administração informou que os problemas decorrentes das licitações são resultado de processos que já estavam prontos e foram feitos nas gestões anteriores e que, agora, eles passaram a corrigir as falhas.
Silêncio
Fazer anúncios em hospitais nem sempre foi algo agradável. O prefeito Jonas Donizette (PSB) esteve no Mário Gatti ontem para falar aos jornalistas sobre a entrega de leitos que estavam em reforma. O problema é que junto com o prefeito vão assessores e papagaios de pirata loucos para sair na foto. A barulheira irritou médicos e pacientes que chegaram a pedir silêncio.
Sem papas na língua
Apesar de ter anunciado o ingresso de Campinas ao programa Mais Médicos do governo federal e de ser próximo ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a quem pede verba frequentemente, Jonas não deixou de criticar alguns pontos do projeto. A reflexão do peessebista se concentrou no fato de estudantes de medicina terem de trabalhar dois anos no SUS antes de receber o diploma. Para ele, essa regra deveria ser aplicada somente aos alunos das faculdades públicas, pois muitas famílias se sacrificam para pagar o curso, e dois anos fora do mercado prejudica o retorno do dinheiro investido.
Em busca da realidade
Os vereadores da Comissão Especial de Estudos sobre as Drogas da Câmara de Campinas deixaram o descanso do recesso de lado e resolveram visitar o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), localizado na região central de São Paulo. Após a visita, os parlamentares disseram que pretendem fazer um relatório sobre a realidade do uso de drogas na cidade. Para isso não precisa nem ir para a Capital. Basta caminhar pelo Centro da cidade para ter uma ideia exata do problemão das drogas em Campinas. Mas a visita se justifica pela elaboração de um plano de combate às drogas, o que inclui o tratamento dos dependentes químicos.
COLABORARAM BRUNA MOZER E LUCIANA FÉLIX/AAN