Prevenção é tudo!
Campanha Setembro Verde faz alerta sobre o câncer de cólon que matou o herói do filme Pantera Negra

Publicado 21/09/2020 16:34:04 - Atualizado 22/09/2020 14:25:43

Daniela Nucci

Vítima de câncer de cólon, a morte do ator e diretor Chadwick Boseman, estrela do filme Pantera Negra, chocou o mundo. Aos 43 anos, o astro lutava contra a doença há seis ano

A morte do ator e diretor Chadwick Boseman, estrela do filme Pantera Negra, no dia 28 de agosto, chocou o mundo. Jovem, cheio de vida e com um futuro promissor, aos 43 anos o astro de Hollywood foi vítima de câncer no cólon, mais conhecido como câncer no intestino. “Ele estava lutando há seis anos contra a doença, mas quando atinge um estágio avançado, como no caso dele, as chances de cura diminuem e fica muito difícil”, diz a coloproctologista Alline Simões.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 40.990 novos casos, sendo 20.520 homens e 20.470 mulheres, devem ser diagnosticados no País até o final de 2020. “Hoje, o câncer colorretal, tipo de tumor que atinge o intestino grosso e o reto, é o segundo em risco de óbito mais frequente no mundo. Ele tem uma incidência parecida entre homens e mulheres”, explica Alline. Segundo a especialista, essa doença tem início silencioso, mas pode ser prevenida. Porém, por ainda ser um tabu, muitos pacientes deixam para fazer o exame e vão descobrir quando o estágio está mais avançado.
“Muitas vezes, os pacientes ficam constrangidos em procurar o proctologista por conta do exame físico e pelo medo da realização de exames como a colonoscopia, o que é um erro”, completa a especialista. “Esse exame permite a identificação de pólipos, que são pequenos tumores benignos que crescem lentamente na parede do intestino, dos quais se originam os tumores e também a retirada dos mesmos”, diz a médica.
Com o objetivo de alertar e informar a população sobre a prevenção do câncer colorretal, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) promove o Setembro Verde com a campanha “Não é sorte, é prevenção e cuidado” nas redes sociais durante todo o mês. “Esse câncer vem se apresentando com mais frequência na população do Brasil e do mundo. Por isso, a importância de fazer consultas periódicas ao proctologista para deixar a saúde intestinal em dia”, alerta Alline.
Precedido de um preparo a que o paciente será submetido durante o qual deve fazer algumas horas de jejum, o exame é feito após uma sedação leve, o que permite que ele vá para casa no mesmo dia.
Sintomas
Alguns sinais devem ser observados com mais atenção tais como a presença de sangue nas fezes, dor abdominal, perda de peso sem causa aparente, massa abdominal, alteração do hábito intestinal (como constipação ou diarreia), fraqueza, anemia e alteração na forma das fezes.
Como evitar
Para prevenir o câncer colorretal, assim como a maioria dos outros tumores, manter hábitos saudáveis é fundamental, como explica Alline: “É importante evitar consumo de carnes processadas ou vermelhas em excesso uma vez que estimativas apontam que para cada porção de 50 gramas do alimento processado consumido diariamente se aumenta em 18% o risco de câncer colorretal. Importante também evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo”, diz Alline.
A prática de atividades físicas e o controle do peso também colaboram nessa prevenção assim como a realização da colonoscopia a partir dos 50 anos em todos os pacientes, mesmo para aqueles em que não haja sintomas ou casos da doença na família.
“É importante que pacientes acima de 45 anos procurem o especialista para a realização de pesquisa de sangue oculto nas fezes para triagem de rotina”, diz Alline. Vale lembrar que pacientes com histórico familiar de câncer colorretal, doenças inflamatórias intestinais e algumas síndromes genéticas como Polipose Adenomatosa Familiar (PAF), Síndrome de Lynch, entre outros, devem ficar mais atentos nessa prevenção.
Tratamento
O tratamento depende do estágio em que a doença se encontra e pode variar desde terapia local até cirurgias e tratamentos como radioterapias e quimioterapias, “por isso a importância do diagnóstico precoce”, completa Alline.

Escrito por:

Daniela Nucci

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