Ídolo pontepretano vai ao Estádio Moisés Lucarelli e troca experiências com o atual camisa 9 da Macaca
Bastaram cinco jogos para Alexandro começar a conquistar o coração da torcida da Ponte Preta. E não é só pelo bom desempenho com três gols marcados — dois contra o Atlético-GO pelo Brasileiro e outro sobre o Paraná pela Copa do Brasil — que o atacante vem chamando a atenção. Sua correria em campo, o sorriso fácil para quem se aproxima, o jeito simples de ser e as declarações engraçadas na imprensa remetem aos anos 1980, quando outro incansável guerreiro animava a galera no Majestoso: Monga.O eterno ídolo, que defendeu a Macaca por oito anos, não foi exemplo de craque e muito menos um impiedoso destruidor de defesas. Mas poucos jogadores em mais de 114 anos de história encarnaram a alma alvinegra como Monga. Guerreiro, voluntarioso e rompedor, se tornou ídolo da torcida tanto pelos poucos gols que marcou quanto pelo carisma.Convidado pelo Correio, Monga foi, nesta quinta-feira (8), ao Majestoso para trocar experiências com o novo dono da camisa 9. Os dois se divertiram por alguns momentos e conversaram sobre a Ponte Preta. "Todo time precisa do craque, assim como precisa do 'carregador de piano'. Ele é guerreiro como eu fui e a torcida da Ponte gosta muito disso", comentou Monga, que emendou: "Só que dentro de campo ele é bem melhor do que eu fui. O Alexandro é lutador, sabe fazer gols e acho que tem tudo para dar certo aqui."O ex-Créu, hoje, liberto dos problemas extracampo, gostou de conhecer um pouco da história de Monga e até 'se viu' no ídolo. "Já tinham me falado dele, que a gente se parecia, mas não conhecia muito bem o que ele tinha feito. Agora, realmente acho que a gente é bem parecido. Tomara que eu consiga fazer um pouco do que ele fez pela Ponte", disse.Alexandro comemora a rápida identificação com a torcida. "Acho que não sou só a cara da Macaca, eu sou um macacão mesmo", disse, soltando um largo sorriso.Para o atacante, a empatia começou antes mesmo de sua estreia. "Nunca vi uma torcida assim. Ela apoia o tempo todo, mesmo quando a gente não vai tão bem. Fiz o gol contra o Paraná e corri para o alambrado para agradecer pelo tanto que essa torcida é maravilhosa. No pênalti, comemorei com os braços abertos no melhor estilo Cristo Redentor" , comentou, novamente sorrindo.GRÁTISMulheres não pagarão ingresso para o jogo da Ponte Preta com o ABC, sábado (10), às 16h20, no Moisés Lucarelli. É um mimo do clube em comemoração ao Dia das Mães. Homens com a camisa do time pagam meia no valor de R$ 10,00.