Publicado 11 de Janeiro de 2022 - 20h01

Por Iander Porcella

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira, 6, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu maior rival na corrida eleitoral deste ano, "quase quebrou" a Petrobras durante o tempo em que governou o País. "E parte da população quer reconduzi-lo à cena do crime", criticou o chefe do Executivo, durante sua primeira transmissão ao vivo semanal nas redes sociais em 2022.

Bolsonaro afirmou que o alto preço dos combustíveis no Brasil é resultado da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos Estados e da "roubalheira" dos governos do PT. Em uma crítica aos governadores, o presidente disse que a alíquota do ICMS no Brasil é "fora do normal".

Etanol

"Se o preço do etanol não baixar, não venham reclamar de mim", declarou Bolsonaro. O presidente voltou a mencionar que sancionou a venda direta de etanol das usinas para os postos de combustíveis. No entanto, a lei que trata do tema foi sancionada justamente com veto dele aos artigos que regulavam essa venda direta.

Apesar do que disse o presidente, contudo, o preço do etanol disparou no ano passado, justamente por causa do aumento da gasolina promovido pela Petrobras, já que há uma paridade entre os dois combustíveis. A política de preços da estatal, por sua vez, acompanha a variação dos preços da commodity no mercado internacional e do dólar.

Outro motivo para a alta do preço do etanol foi a safra de cana-de-açúcar menor, com a maior parte da matéria-prima indo para o açúcar. Além disso, a safra de milho foi destinada mais para a venda do grão e não para a produção de álcool.

No momento, o País está na entressafra no Centro-Sul, quando não há produção de etanol de cana entre dezembro e março, pelo menos.

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Iander Porcella