Publicado 02 de Janeiro de 2022 - 13h11

Por Redação O Estado de S. Paulo

A Food and Drug Administration (FDA, autoridade sanitária dos Estados Unidos semelhante à Anvisa) autorizou, na quinta-feira, 23, uma segunda pílula para o enfrentamento da pandemia da covid-19 e crescente onda de infecções pela variante Ômicron. A autorização para o molnupiravir, remédio antiviral produzido pela Merck que pode ser tomado em casa, vem um dia depois que a agência liberou o comprimido da Pfizer (Paxlovid). Especialistas dizem que as vacinas continuam como a principal estratégia para controlar a pandemia, mas os medicamentos ajudam a fechar o cerco contra o vírus.

A expectativa é que o remédio da Pfizer se torne a primeira opção de tratamento contra o vírus, graças aos seus benefícios e efeitos colaterais mais brandos.

Em consequência disso, espera-se que a pílula da Merck tenha um papel menor contra a pandemia. Sua capacidade de evitar infecções severas por causa do coronavírus é bem menor do que o anunciado inicialmente e o rótulo do medicamento avisará de sérios problemas de segurança, incluindo potencial complicações em recém-nascidos.

O molnupiravir também traz um aviso contra o uso durante gravidez. Mulheres em idade fértil devem usar métodos anticoncepcionais durante o tratamento e por alguns dias depois. Já os homens devem usar o controle de natalidade por pelo menos três meses após a dose final, disse a FDA.

As restrições eram esperadas após um painel consultivo da FDA. O medicamento foi endossado com muitas ressalvas e avisando que seu uso teria que ser estritamente adaptado para os pacientes que mais podem se beneficiar.

A pílula da Pfizer funciona de maneira diferente e não apresenta os mesmos riscos. Além disso, o medicamento da Pfizer foi cerca de três vezes mais eficaz em testes, reduzindo hospitalização e morte em quase 90% entre os pacientes de alto risco, ante 30% da Merck.

A FDA autorizou o medicamento da Merck para adultos com sintomas de covid e que enfrentam os maiores riscos de hospitalização, incluindo idosos e pessoas com doenças como obesidade e doenças cardíacas. O Reino Unido já autorizado a pílula pela primeira vez no início de novembro. Os dois comprimidos - da Pfizer e da Merck - ainda não têm autorização no Brasil.

Alguns especialistas questionam se haverá um papel importante para o medicamento da Merck nos EUA "Na medida em que há amplo suprimento de pílulas da Pfizer, acho que não será usado '', avalia o Gregory Poland, médico da Mayo Clinic, referindo-se ao remédio da Merck. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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