Publicado 18 de Dezembro de 2021 - 8h20

Por O Estado de S.Paulo

Por Redação

Depois de deliberadamente aumentar as tensões com a Ucrânia, mobilizando soldados na fronteira e ameaçando atacar o país, a Rússia divulgou nesta sexta-feira, 17, uma lista de exigências para minimizar os conflitos na região. A principal demanda é uma espécie de garantia de que os ucranianos nunca serão membros da Otan.

A lista de oito pontos foi divulgada ontem pela chancelaria da Rússia. O documento também pede que a aliança atlântica pare de enviar tropas e armas para países vizinhos, mesmo aqueles que se tornaram membros da Otan após o colapso da União Soviética. Na prática, isso limitaria a presença militar na Polônia, Estônia, Letônia e Lituânia.

Moscou disse que ignorar seus interesses levaria a uma "resposta militar" semelhante à Crise dos Mísseis de Cuba, de 1962. As propostas do Kremlin, no entanto, devem ser rejeitadas. Entre os diplomatas da Otan, a lista é considerada uma tentativa do presidente russo, Vladimir Putin, de formalizar uma nova esfera de influência russa na Europa Oriental.

Uma fonte do governo americano disse que Putin sabe que algumas exigências são "inaceitáveis". O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, já descartou a possibilidade de qualquer acordo que negue à Ucrânia o direito de entrar na aliança militar, dizendo que a decisão cabe apenas aos ucranianos e aos 30 países da organização. (FONTE: ASSOCIATED PRESS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Escrito por:

O Estado de S.Paulo Redação