Publicado 05 de Dezembro de 2021 - 21h58

Por Matheus Andrade

Um painel de consultores científicos da agência reguladora americana (FDA, na sigla em inglês) recomendou nesta terça-feira, 30, que o órgão autorizasse o antiviral experimental contra covid-19 da Merck em parceria com a Ridgeback Biotherapeutics, segundo noticiou hoje o Wall Street Journal. O Comitê Consultivo de Drogas Antimicrobianas votou 13 a 10 a favor da concessão do uso. A recomendação é limitada apenas a pessoas em alto risco. A decisão abre caminho para o molnupiravir estar disponível nos Estados Unidos antes do final do ano.

As empresas disseram na semana passada que uma análise final concluiu que o medicamento era cerca de 30% eficaz na redução do risco de hospitalização e morte em pessoas de alto risco, abaixo dos 50% de eficácia anunciados em outubro, após uma análise preliminar dos dados. O FDA não é obrigado a seguir o conselho do comitê, mas normalmente o faz. Segundo o Wall Street Journal, caso autorizado, o governo americano deve adquirir 3,1 milhões de doses do tratamento, a um custo de US$ 2,2 bilhões.

Enquanto isso, o governo do presidente Joe Biden está preparando requisitos de teste mais rígidos para todos os viajantes que entrarem nos EUA, incluindo os americanos que retornam, para conter a disseminação da variante Ômicron potencialmente perigosa, de acordo com três autoridades federais de saúde ouvidas pelo Washington Post. As medidas são parte da estratégia que Biden planeja anunciar na quinta-feira, e as autoridades dos EUA exigirão que todos que entrem no país façam o teste um dia antes dos voos de embarque, independentemente de seu status de vacinação ou país de partida, segundo a publicação.

Ainda de acordo com o jornal, há debate de uma proposta polêmica, de exigir que todos os viajantes, incluindo cidadãos dos EUA, fiquem em quarentena por sete dias, mesmo que os resultados de seus testes sejam negativos.

Hoje, segundo o New York Times, um juiz federal emitiu liminar para interromper o início do mandato nacional de Biden para profissionais de saúde, que havia sido definido para começar na próxima semana. A liminar expandiu uma ordem separada emitida ontem por um tribunal federal em Missouri, de acordo com o jornal. A anterior aplicou-se apenas a dez estados que entraram em um processo contra a decisão do presidente de exigir que todos os trabalhadores de saúde em hospitais e casas de repouso recebam pelo menos sua primeira injeção até 6 de dezembro e sejam totalmente vacinados até 4 de janeiro.

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Matheus Andrade