Publicado 24 de Novembro de 2021 - 16h16

Por Eduardo Rodrigues

Em meio à volatilidade dos mercados em outubro, o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Luis Felipe Vital, destacou que o custo médio de emissões de títulos do Tesouro Nacional no mês passado foi o maior desde janeiro de 2019.

O custo médio de colocação de novos papéis passou de 6,9% em setembro para 7,5% em outubro. "Todos os tipos de títulos tiveram alta no custo de emissão em outubro. O custo de emissão sobe não apenas por causa do ciclo de alta da Selic, mas pela alta em toda a curva de juros", completou.

Com a alta dos juros e da inflação, o custo médio do estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) no mês passado foi o maior desde março de 2020, quando a pandemia de covid-19 chegou ao Brasil. O custo médio do estoque DPMFi acumulado em 12 meses passou de 8,10% ao ano, em setembro, para 8,29% ao ano, em outubro.

Da mesma forma, o custo médio do estoque da Dívida Pública Federal (DPF) em outubro foi o maior desde fevereiro deste ano, passando de 7,79% ao ano, em setembro, para 8,02% ao ano, em outubro.

Por outro lado, a parcela de vencimentos em 12 meses em outubro foi a menor desde março de 2020. A parcela da DPF a vencer em 12 meses passou de 24,34% em setembro para 21,50% em outubro.

"Emitimos uma quantidade menor de títulos com vencimento de um ano em 2021 e conseguimos uma melhora importante em porcentual de vencimentos em 12 meses. A estratégia do Tesouro tem sido emitir títulos mais longos quando as condições de mercado permitem", acrescentou.

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Eduardo Rodrigues