Publicado 16 de Novembro de 2021 - 17h51

Por Matheus Andrade

Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Portugal e Dinamarca assinaram nesta quinta-feira, 11, uma declaração para excluir a energia nuclear do financiamento europeu. Em comunicado emitido pelo governo português, a fonte foi descrita como "não segura, não sustentável e custa muito dinheiro", palavras expressas pelo Ministro do Ambiente e da Ação Climática do país, João Pedro Matos Fernandes, num evento à margem da 26.ª conferência do clima das Nações Unidas (COP-26), em Glasgow.

A postura do conjunto de países vem dois dias depois de a França anunciar que irá começar a construir seus primeiros novos reatores nucleares em décadas, como parte de esforços para cumprir suas promessas de reduzir as emissões que causam o aquecimento do planeta, segundo informou o presidente do país, Emmanuel Macron.

A Alemanha é uma das líderes dentro da União Europeia contra a utilização de energia nuclear. Em 2011, seguindo o desastre de Fukushima, a chanceler Angela Merkel assumiu o compromisso de encerrar o funcionamento de todas as usinas do país até 2022. Em oposição, ao lado da França, Polônia, Hungria e República Checa já pediram à Comissão Europeia para que classifique a matriz como "verde".

Para Matos Fernandes, o financiamento europeu deve direcionar-se para outras opções energéticas, principalmente as energias eólica e solar, acrescentando que é realmente uma má decisão colocar o nuclear dentro da matriz europeia.

"Todo o dinheiro que se coloca na energia nuclear é definitivamente dinheiro que se devia colocar em energia renovável e é disso que o mundo precisa. Precisamos de energia, mas que não venha de combustíveis fósseis. E precisamos de energia que não tenha lixo nuclear", afirmou o português.

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