Publicado 14 de Novembro de 2021 - 6h06

Por Sergio Neto

Quando acertou com o São Paulo, Rogério Ceni assumiu um desafio enorme. O técnico, atual campeão brasileiro, chegou para o lugar de Hernán Crespo com o objetivo de recuperar o bom futebol que fez o clube do Morumbi ser campeão paulista. São diversos os obstáculos no caminho para alcançar a meta. O próximo deles é o Flamengo, neste domingo, às 16 horas, pela 32ª rodada do Brasileirão.

Ceni reencontra seu ex-clube, com quem foi campeão nacional na temporada passada. O título, inclusive, foi conquistado no próprio estádio do Morumbi. Agora, o desafio é ainda maior: recuperar o prestígio do time que defendeu por duas décadas. Os problemas são diversos. Dentre eles, fazer a equipe marcar mais vezes sobre seus adversários num mesmo jogo.

O São Paulo tem uma dificuldade imensa em 'matar' seus compromissos. Isso porque não tem feito muitos gols por partida. Rigoni está de volta ao time após cumprir suspensão, mas sozinho não conseguirá carregar todo o peso desta responsabilidade. A última vez que o time tricolor marcou mais de 2 gols em uma partida foi no dia 19 de setembro, quando venceu o Atlético-GO. Antes disso, também foi às redes duas vezes no empate em 2 a 2 com o Fortaleza. Desde então, ou marcou uma vez, ou sequer fez um gol.

Desde o compromisso pela Copa do Brasil, foram 15 jogos e apenas 11 gols marcados. Dois empates por 0 a 0 (com América-MG e Atlético-MG) e cinco jogos de 1 a 1 (Juventude, Chapecoense, Santos, Ceará e Fortaleza). Para tirar o grito entalado na garganta de seus atacantes, Ceni dedicou seus últimos treinamentos na Barra Funda a aprimorar as finalizações.

Contra o Flamengo, o São Paulo deve usar seu trio ideal de goleadores: Rigoni, Luciano e Jonathan Calleri. Este último foi contratado como promessa de gol. Mas, até agora, marcou apenas 3 vezes em 10 partidas disputadas. Na sua primeira passagem no Morumbi, em 2016, foram 31 partidas e 16 gols. Luciano também vive seca. Seu último gol foi no dia 19 de setembro. São 10 jogos de jejum.

Os desfalques de Ceni são bem relevantes. Gabriel Sara, Rodrigo Nestor e Welington receberam o terceiro amarelo na última rodada e cumprem suspensão automática. Luan, William e Galeano seguem no departamento médico. Arboleda ainda serve à seleção equatoriana nas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo.

Como se não bastasse a falta de gols e a dificuldade em liquidar suas partidas, o São Paulo tem ainda uma preocupação a mais. Com 38 pontos ganhos, o time começa a 32ª rodada na 14ª colocação. São apenas cinco pontos de distância para a zona do rebaixamento do Brasileirão. Com apenas sete partidas para o fim do campeonato, a equipe de Ceni precisa voltar a triunfar se quiser pensar em conquistar uma vaga para algum torneio continental.

EM ALTA - Mesmo com chances mínimas para ser campeão brasileiro, o Flamengo entra em campo contra o São Paulo bastante motivado e não quer deixar o Atlético-MG disparar. O clube rubro-negro também está a alguns dias da final da Copa Libertadores e quer aproveitar a chance para aperfeiçoar a equipe ideal para a grande decisão.

Contra o Bahia, no Maracanã, Gabriel chegou ao seu 100º gol com a camisa da equipe carioca. E ele quer mais. Além disso, o técnico Renato Gaúcho terá o retorno de atletas bem importantes. Rodrigo Caio, Éverton Ribeiro, Bruno Henrique e Michael devem começar o duelo como titulares. Este último vem brilhando com a camisa do Flamengo. São 5 gols marcados nos últimos cinco compromissos.

Filipe Luís, De Arrascaeta e Diego Alves seguem fora de combate. O Flamengo soma 57 pontos e ocupa a 3ª colocação da tabela, apenas um degrau atrás do Palmeiras, que é vice e o rival na Copa Libertadores. O Atlético-MG tem 68 pontos. Restam apenas sete rodadas para o fim do Brasileirão. O time carioca tem um jogo a menos que seus adversários de cima.

REENCONTRO - Rogério Ceni foi contratado junto ao Fortaleza em novembro de 2020 para dar ao Flamengo o bi do Campeonato Brasileiro. Ele assumiu o lugar de Domènec Torrent e conseguiu cumprir o objetivo. Porém, neste ano, o trabalho foi bastante questionado e alguns episódios internos acabaram contribuindo para sua demissão em julho.

À frente da equipe, Ceni disputou 45 jogos, com 23 vitórias, 11 empates e 11 derrotas. Foram 86 gols marcados e 55 sofridos.

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Sergio Neto