Publicado 13 de Novembro de 2021 - 20h40

Por Denise Abarca

A presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Marina Grossi, defendeu a importância da adoção de medidas práticas para dar credibilidade aos anúncios feitos pelo governo brasileiro durante a 26ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP26).

"Para tanto, é necessário um diálogo estruturado com o setor empresarial e com a sociedade para construção conjunta da agenda interna", disse. Entre os compromissos, estão o combate ao desmatamento ilegal, a votação da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada, em inglês) anunciada, a criação de um mercado de carbono regulado doméstico e a implementação do Código Florestal.

Para Grossi, a utilização de instrumentos de mercado é importante para elevar a ambição climática no que diz respeito à regulamentação do mercado global de carbono. "A decisão sinaliza um passo importante para uma retomada econômica verde no Brasil porque cria uma oportunidade para o setor empresarial se engajar no comércio global de emissões rumo à neutralidade climática", afirma. Para a presidente do CEBDS, o Brasil tem uma posição privilegiada, com um dos maiores potenciais de venda de créditos de carbono no mundo.

Ela alerta, porém, que a regulamentação do mercado global não dispensa a necessidade da criação de um mercado regulado no País. Sem essa regulação local, prossegue, haverá prejuízos e perda de competitividade internacional para as empresas brasileiras. "Elas não conseguirão assegurar que produzem seguindo exigências de proteção climática adotadas no mercado mundial e poderão enfrentar barreiras comerciais climáticas."

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Denise Abarca