Publicado 13 de Novembro de 2021 - 17h25

Por Estadão Conteúdo

A maioria dos países em desenvolvimento tem apoiado uma demanda para que as nações ricas canalizem pelo menos US$ 1,3 trilhão em financiamento climático por ano, a partir de 2030, em um dos tópicos de negociação mais controversos da cúpula da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-26).

Nações africanas e um grupo chamado "países em desenvolvimento com mentalidade parecida", que inclui China, Índia e Indonésia, disseram em um documento enviado à ONU durante a cúpula que metade desse dinheiro deveria ir para o financiamento de energia renovável no mundo em desenvolvimento e os outros 50% para proteger esses países dos efeitos do aquecimento global. "A meta de mobilização para depois de 2025 deve refletir a ambição e o acordo coletivo de ficar abaixo dos 2 graus Celsius de elevação na temperatura média global", diz o documento.

No passado, nações desenvolvidas já se comprometeram a ajudar a pagar para que os países em desenvolvimento respondessem às mudanças climáticas. Essa promessa foi crucial para selar o acordo de Paris em 2015, quando os EUA, a Europa e outros países ricos concordaram em fornecer US$ 100 bilhões por ano, entre 2020 e 2025.

As nações desenvolvidas não atingiram essa meta em 2020, ficando US$ 20 bilhões aquém do esperado, e não é provável que cumpram o objetivo em 2023, conforme já apontou relatório de negociadores do clima em outubro. O déficit irritou as nações em desenvolvimento e complicou as negociações em Glasgow. Fonte: Dow Jones Newswires.

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