Publicado 12 de Novembro de 2021 - 21h44

Por Ricardo Magatti

O GP de São Paulo de 2021 vai receber alguns jovens pilotos pela primeira vez, caso de Mick Schumacher, por exemplo, e, por outro lado, marcará a despedida de Kimi Raikkonen em uma corrida de Fórmula 1 no Brasil. Aos 41 anos, o finlandês anunciou em setembro que esta temporada seria a sua última na principal categoria do automobilismo mundial.

Mas o que fará o "homem de gelo" nos próximos anos? Ele não revela seu futuro profissional, por ora. Apenas limita-se a dizer que quer passar mais tempo com a família, embora tenha dito que seria hora de "coisas novas" quando havia dado a notícia de sua aposentadoria da Fórmula 1.

"Ainda não tenho planos de nada, além de ficar com a família e ter uma vida sem os horários que ditam a vida de toda a família. Então esse é o plano", contou o finlandês em entrevista no Autódromo de Interlagos nesta quinta-feira. Um dos pilotos mais sucintos do grid, ele não quis se esticar sobre o assunto e foi curto em suas outras respostas.

O piloto finlandês, de 41 anos, campeão mundial em 2007, quando corria pela Ferrari, está na Alfa Romeo e não tem conquistado bons resultados nos últimos anos. Nesta temporada, soma apenas dez pontos e ocupa a 16º colocação na classificação do Mundial.

Ele tem boas lembranças de Interlagos, palco da sua vitória e da conquista do título mundial, o último de um piloto da Ferrari, em 2007. Para o seu lugar a partir da próxima temporada, a Alfa Romeo já confirmou a contratação de Valtteri Bottas, atualmente parceiro de Lewis Hamilton na Mercedes, que foi atrás de George Russell para substituir o finlandês.

Raikkonen entrou na Fórmula 1 como piloto da Sauber-Petronas em 2001. Mudou para a McLaren em 2002, e terminou as temporadas de 2003 e 2005 como vice-campeão, atrás de Michael Schumacher e Fernando Alonso, respectivamente.

Raikkonen se transferiu para a Ferrari em 2007, se tornando o piloto mais bem pago da história do automobilismo com um salário estimado em US$ 51 milhões por ano. O dinheiro investido teve o retorno esperado e o finlandês sagrou-se campeão em seu primeiro ano na tradicional equipe italiana.

Essa será sua segunda aposentadoria da Fórmula 1. Em 2010, deixou a categoria para dirigir um Citroën C4 WRC na equipe Citroën Junior Team no Campeonato Mundial de Rally, além de estrear na Nascar pela equipe Kyle Busch Motorsports.

Retornou para a F-1 em 2012 na equipe Lotus, obtendo bons resultados. Em 2014, migrou novamente para a Ferrari para ocupar a vaga de Felipe Massa. Quatro temporadas depois foi para a Alfa Romeo. Ao todo, Raikkonen registra 21 vitórias na principal categoria do automobilismo e é o recordistas de corridas disputadas (345).

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Ricardo Magatti