Publicado 13 de Outubro de 2021 - 23h48

Por Estadão Conteúdo

Que o time do Grêmio não tem jogado nada, é unanimidade para a torcida e, agora, sabe-se também que os jogadores não querem falar, nem dar uma palavra de esperança aos seus torcedores, angustiados com a presença do time na penúltima posição da tabela do Campeonato Brasileiro. Após a derrota para o Fortaleza, por 1 a 0, nesta quarta-feira na Arena Castelão, ninguém quis dar entrevista à beira do campo.

É mais uma demonstração de que o clima está cada vez mais pesado do lado gremista, principalmente após a demissão do técnico Felipão, que caiu após a derrota para o Santos, por 1 a 0. O interino Thiago Gomes armou um esquema de marcação eficiente, mas que acabou se desmoronando em uma falha aos 33 minutos do segundo tempo, quando Yago Pikachu fez o gol da vitória cearense. Guilherme Guedes não marcou, a defesa parou pedindo impedimento, que não houve, e o atacante bateu cruzado sem chances para o goleiro Brenno, que antes tinha feito grandes defesas e evitado até uma goleada.

Após o gol, Thiago Gomes ainda tentou colocar o time no ataque. Colocou o desmoralizado Diego Souza, encostado na reserva, e arriscou com Elias, um garoto de 19 anos e artilheiro do time de aspirante com 11 gols em 11 jogos. Não sobrou nenhuma bola para nenhum deles finalizar.

A crise aflora na Arena Grêmio com a presença do time na penúltima posição com apenas 23 pontos. Existe inclusive uma lista de dispensa encabeçada pelo atacante Diego Souza, que por tanto tempo foi o principal artilheiro do time. Atrás dele aparecem Léo Pereira, Cortez, Diogo Barbosa, Everton e Luiz Fernando. A diretoria começa a pensar como cortar a folha salarial de R$ 14 milhões.

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