Publicado 10 de Outubro de 2021 - 19h11

Por Gabriel Bueno da Costa

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a defender nesta terça-feira, 5, seus projetos para infraestrutura, durante discurso no Michigan, fazendo de passagem uma crítica a supostas práticas injustas da China para ganhar vantagem ante concorrentes. Em sua fala, ele argumentou que seu país está em um "ponto de inflexão" e precisa reforçar esses investimentos, que segundo ele se tratam de uma escolha entre "progresso ou complacência".

Biden destacou que os EUA perdem fôlego na disputa com outras nações em alguns países, ao dizer que outros já possuem uma melhor infraestrutura que os americanos, bem como maiores investimentos em educação na primeira infância. "Temos de investir em infraestrutura física e também na humana", pediu, ao defender seu projeto de infraestrutura e também a agenda "Build Back Better".

O presidente americano fez algumas críticas à China. Segundo ele, o país lança mão de táticas injustas de "coerção" para conseguir vantagens sobre concorrentes. Ao mesmo tempo, Biden notou que Pequim tem investido fortemente em infraestrutura, por isso os EUA não podem ficar para trás. Ele exemplificou dizendo que a China produz mais aço em um mês do que os EUA em todo um ano.

Biden disse que legislação sobre infraestrutura é algo aprovado há décadas no país, o que precisa prosseguir. Ele citou a importância de se investir em itens como portos, pontes e na melhora da banda larga. Também mencionou o fato de que o futuro deve ser dos veículos elétricos. "Nós é que devemos construí-los", argumentou, dizendo que seus planos podem garantir bons empregos gerados para os trabalhadores americanos. Argumentou ainda que seus planos na economia não aumentarão a dívida, pois se pagarão com o maior crescimento.

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Gabriel Bueno da Costa