Publicado 10 de Outubro de 2021 - 7h16

Por Redação

Fumio Kishida foi eleito primeiro-ministro do Japão nesta segunda-feira, 4, pelo Parlamento do país. O político de 64 anos, que chegou ao cargo após ser eleito líder do Partido Liberal Democrático (PLD), que domina a política japonesa, assume no lugar de Yoshihide Suga, que anunciou sua renúncia em setembro.

Kishida deve conceder entrevista coletiva e anunciar seu gabinete ainda nesta segunda. Ele planeja estimular a retomada da terceira maior economia do mundo logo no início de seu governo.

A economia do Japão se recuperou lentamente do impacto da pandemia da covid-19, à medida que seguidos estados de emergência neste ano seguraram os gastos dos consumidores com viagens, restaurantes e entretenimento.

Recentemente, os sinais foram mais positivos, embora tenham chegado tarde para dar sobrevida ao impopular governo de Suga. A média móvel de infecções pela covid-19 em sete dias caiu mais de 90% desde seu ponto mais alto, em agosto, o que permitiu que o governo levantasse um estado de emergência na última semana. Distritos comerciais e restaurantes ficaram lotados no fim de semana, após o fim de restrições voluntárias ao funcionamento.

O sentimento das maiores indústrias japonesas melhorou e chegou ao mais alto nível em quase três anos, de acordo com pesquisa divulgada pelo Banco do Japão (BoJ) na sexta-feira, graças à recuperação da economia global.

Kishida disse que quer estímulos econômicos avaliados em "muitas centenas de bilhões de dólares" para levar a economia de volta à normalidade. Ele também pediu a distribuição de pagamentos às classes médias e baixas por parte do governo para estimular o consumo.

Os planos de estímulo devem ser proeminentes na campanha de Kishida para manter a maioria do Partido Liberal na Câmara Baixa do Parlamento, a mais importante das duas câmaras legislativas federais do Japão. As eleições devem ser realizadas até o final de novembro. A emissora pública de televisão NHK disse que Kishida planeja convocar o pleito para 31 de outubro. Fonte: Dow Jones Newswires.

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