Publicado 12 de Setembro de 2021 - 12h57

Por Dow Jones Newswires

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, desistiu de sua tentativa de reeleição como líder do governista Partido Liberal Democrático e deve deixar o posto de premiê após sua sigla escolher um novo líder. Tradicionalmente, o chefe do partido que controla o Parlamento é o primeiro-ministro. Quatro nomes têm chance de vencer a eleição de 29 de setembro para líder da sigla e pouco depois se tornar primeiro-ministro. A oposição, por sua vez, busca tomar o controle do Legislativo em eleição que não ocorrerá antes de 28 de novembro. Depois disso, alguém de fora da atual sigla governista poderia chegar a premiê.

Entre os candidatos declarados está Fumio Kishida, de 64 nos, que foi ministro das Relações Exteriores sob o premiê Shinzo Abe entre 2012 e 2017. Ele representa a visão majoritária do partido governista na maioria dos assuntos. Kishida já propôs um pano de estímulo econômico de centenas de bilhões de dólares para impulsionar o crescimento após o choque causado pela covid-19 e defende uma agência do governo apenas para a resposta à pandemia.

Já Sanae Takaichi, de 60 nos, é uma ex-ministra do Interior e das Comunicações e seria a primeira mulher premiê do país. Ela tem visões mais duras sobre defesa, argumentando por elevar gastos em mísseis e satélites que poderiam permitir ao Japão se proteger de eventuais ataques da China ou da Coreia do Norte. E também diz que o país tem espaço para aumentar sua dívida.

Entre os candidatos não declarados, mas possíveis, estão Taro Kono, de 58 anos. Ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa, ele está no comando do programa de vacinação contra a covid-19, que ganhou fôlego após um início lento, com quase a metade da população completamente vacinada. Já Shigeru Ishiba, de 64 anos, é ex-ministro da Defesa e tentou quatro vezes chegar ao comando do partido, até agora sem sucesso. Ishiba disse que ainda não se decidiu se tentará novamente concorrer.

Na oposição, Yukio Edano, de 57 anos, é o líder do Partido Democrático Constitucional, o maior entre os oposicionistas. Ele poderia chegar ao poder apenas no caso de obter maioria na eleição parlamentar prevista para o fim de novembro. Advogado, ele é um moderado e ocupou postos no governo entre 2009 e 2012.

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