Publicado 10 de Setembro de 2021 - 12h16

Por Estadão Conteúdo

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, e o secretário de Defesa do país, Lloyd Austin, viajam neste domingo, em missões separadas, ao Oriente Médio, a fim de fortalecer relações com os aliados na região e discutir formas de ajudar norte-americanos e cidadãos de outros países a deixarem o Afeganistão. Blinken também deve ir à Alemanha nesta semana.

Blinken e Austin vão iniciar as viagens por Doha, no Catar, sede do escritório diplomático e consular dos EUA relacionado ao Afeganistão desde o fechamento da embaixada norte-americana no país, e local também de intercâmbios diplomáticos com o Taleban nos últimos anos. Na Alemanha, Blinken deve se encontrar com o ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas, e participar de um encontro virtual com autoridades de outros países presentes no Afeganistão.

Austin visitará Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita, segundo autoridades dos EUA. Kuwait e Bahrein, bem como Catar e outros, ajudaram os EUA durante a retirada de equipes do Afeganistão, abrigando temporariamente milhares de norte-americanos, afegãos e cidadãos de outros países. Será a primeira visita do secretário de Defesa ao Oriente Médio desde que o Taleban recuperou o controle do Afeganistão, com a queda de Cabul em 15 de agosto.

Os dois secretários não devem se encontrar com funcionários do Taleban enquanto estiverem em Doha. "Não estamos nesse estágio", disse um membro do Departamento de Estado.

Um funcionário do Departamento de Estado disse na semana passada que mais da metade dos requerentes de visto afegãos que trabalharam com as forças dos EUA no Afeganistão foi deixada para trás na evacuação. Os EUA e aliados retiraram mais de 124 mil pessoas do país por meio de voos militares, comerciais e fretados.

Até 200 cidadãos americanos e milhares de afegãos que trabalharam para os EUA nos últimos 20 anos permaneceram no Afeganistão quando as últimas tropas americanas partiram na semana passada. O Departamento de Estado e a Casa Branca disseram que continuariam ajudando os que ficaram a deixar o país, sem esclarecer de que forma.

"Há uma série de questões logísticas extremamente complexas para tratar e coordenar", disse Blinken na última sexta. "Estamos trabalhando com eles o mais rápida e metodicamente possível." Fonte: Dow Jones Newswires.

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