Publicado 20 de Agosto de 2021 - 15h09

Por André Borges

Três meses de salários atrasados, salas imundas, com goteiras e ratos, risco de desabamento de fachada. Essa é a situação de trabalho que o Ibama, órgão federal do Ministério do Meio Ambiente (MMA), tem oferecido para os trabalhadores terceirizados e servidores da autarquia em sua sede no Rio de Janeiro.

O drama que inviabiliza condições mínimas de trabalho foi levado esta semana à presidência do instituto, em Brasília, após uma série de alertas já deixados antes. Servidores concursados que têm recebido o salário recorrem a "vaquinhas" entre os colegas para tentar ajudar os terceirizados.

O Estadão teve acesso à carta que a Associação dos Servidores Federais da Área Ambiental do Rio enviou nesta quinta-feira, 19, à presidência do Ibama - dirigido ao presidente em exercício Jônatas Trindade. Ontem, o Ibama voltou ao comando Eduardo Fortunato Bim, que ficou três meses afastado em decorrência de investigações da Polícia Federal.

No documento, a Asibama pede medidas urgentes para restabelecer condições mínimas de trabalho, visto que "os trabalhadores terceirizados estão há três meses sem receber salário e sem os devidos recolhimentos de garantias trabalhistas",

Na carta à matriz, a entidade ainda critica o superintendente no Rio, Alexandre Augusto da Cruz, cuja atuação consideram "marcada pela incompetência na gestão do patrimônio público". Dizem que em fevereiro cerca de 300 animais silvestres morreram na unidade, por falta de contratação de tratadores.

O prédio está caindo aos pedaços e a sede do Ibama no Rio encontra-se "em estado periclitante, com inúmeras goteiras, vazamentos, ratos, risco de desabamento de fachada".

Em nota, o Ibama disse que a empresa terceirizada e responsável pelos pagamentos dos funcionários chegou a fazer o repasse de salários relativos a maio, mas, por ter dívidas relativas a encargos trabalhistas deste mesmo mês, o Ibama não pode, por força de lei, pagar a empresa. Ontem, houve reunião entre a Superintendência do Ibama no Rio e a empresa terceirizada, que se comprometeu a quitar débitos até segunda. No Rio,são 63 funcionários terceirizados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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André Borges