Publicado 19 de Agosto de 2021 - 21h24

Por O Estado de S.Paulo

Por Redação

A administração do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, não quer matar as big techs, apenas torná-las mais competitivas, afirmou Tim Wu, assessor especial da presidência para tecnologia e políticas de concorrência. A Casa Branca lançou um grande esforço para conter o poder das maiores empresas de tecnologia do país, no que alguns veem como uma ameaça mortal. Wu discorda. "Queremos enfatizar que o objetivo disso é, em última análise, uma indústria de tecnologia melhor", afirmou à Barron's.

Por meio de uma ordem executiva generalizada que Biden assinou em julho, a Casa Branca busca tomar várias medidas para restringir o poder das Big Tech. Ela pede à Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) que desenvolva políticas que examinem mais de perto as fusões das plataformas dominantes da internet e descreve as preocupações em torno da coleta de dados, que o sistema antitruste pode ter dificuldade em lidar.

"Se você olhar a ordem executiva, notará que as preocupações específicas da indústria de tecnologia têm a ver com alguns dos métodos de negócios que evoluíram", disse Wu, apontando para "barreiras à entrada ou fossos, ou os meios de controlar a concorrência, que a indústria de tecnologia parece ter feito um bom trabalho para ganhar. Esses são, em alguns casos, novos ou diferentes, e talvez particularmente desafiadores para o sistema antitruste".

Esses fossos a que Wu se refere estão no centro de um esforço separado da FTC dos EUA para desmantelar o Facebook por meio de litígios antitruste. Depois que o primeiro processo da agência foi indeferido em junho, um juiz federal deu à FTC a chance de repensar seu argumento e abrir um processo emendado, que foi aberto hoje. (As afirmação de Wu foram feitas antes que o processo fosse aberto). (FONTE: DOW JONES NEWSWIRES)

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