Publicado 19 de Agosto de 2021 - 20h19

Por Estadão Conteúdo

A decepção pela perda da tão sonhada medalha olímpica na última volta por Érica Sena ficará marcada na memória do torcedor brasileiro que acompanhou de perto os Jogos Olímpicos. Em Tóquio, a pernambucana disputava a medalha de prata na marcha atlética quando recebeu uma punição e acabou na 11ª posição.

Na modalidade, atletas não podem tirar os dois pés do chão ao mesmo tempo. Caso isso ocorra, eles recebem uma punição. Na terceira advertência, têm de ficar parados por dois minutos. Foi o que aconteceu com Érica Sena. Se houver uma quarta falta, o atleta é excluído da prova.

Essa marcação é feita por juízes que acompanham de perto todo o percurso, o que torna a punição um critério subjetivo. Outras faltas podem passar despercebidas. De acordo com a marchadora brasileira, a arbitragem precisa encontrar novas soluções, como a instalação de chips ou outros mecanismos tecnológicos para flagrar corretamente os erros e adverti-los sem que haja prejuízo técnico.

"A arbitragem internacional está vendo a possibilidade de fazer um chip para colocar no nosso tênis. Só dessa forma a marcha atlética será uma prova justa. Sempre acontecem injustiças com várias atletas. Infelizmente, desta vez aconteceu com uma atleta do Brasil e é bola para frente. Foi muito desesperador entrar na zona e ver todo mundo me passando", relatou Érica Sena em entrevista à TV Globo.

Logo após a perda da medalha, a brasileira relatou ter enfrentado muitas dores ao longo do ciclo olímpico e indicou uma possível pausa na carreira. No entanto, Érica diz esperar seguir com a boa fase e disputar novas competições de olho nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

"Quero aproveitar a boa fase que estou. É uma sequência de anos muito bons, de excelentes resultados. O resultado dos Jogos Olímpicos seria a coroação de todos esses anos. Não é fácil continuar treinando até os 39 anos, mas vontade eu tenho e espero ter força suficiente para chegar forte e brigar por uma medalha olímpica", finalizou.

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