Publicado 10 de Agosto de 2021 - 21h39

Por Luísa Laval

O setor de saúde fechou o primeiro semestre de 2021 com saldo de 154.975 novos postos de trabalho, sendo 17.348 somente em junho, aponta boletim da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde). O levantamento foi feito com dados do Caged, divulgados pelo Ministério da Economia, e antecipado ao Broadcast.

Nos últimos 12 meses (julho de 2020 a junho de 2021), o setor gerou saldo positivo de 217.662 novos postos de trabalho. Em junho de 2020, a área contabilizava 15.347 novas contratações, 2.001 vagas a menos que no mesmo mês de 2021.

Na avaliação de Clovis Queiroz, Coordenador Geral de Relações do Trabalho e Sindical da CNSaúde, os números comprovam que o setor suplementar da saúde está em ascensão. "Registramos um recorde de criação de empregos. Fechamos este semestre com 40% mais vagas abertas do que em todo o ano de 2020", aponta. "É uma situação que nunca havia ocorrido antes. Este ano está sendo realmente excepcional na geração de postos de trabalho."

Queiroz reforça que o aumento de novos postos de trabalho está atrelado ao crescimento do próprio setor, que vem registrando saldo positivo nos últimos dez anos. "A covid-19 contribuiu, mas não é a única razão para o aumento de empregos na área. Mesmo agora, que a pandemia não está mais pressionando tanto os hospitais como já esteve, a geração de postos de trabalho tem sido constante", explica.

No primeiro semestre desde ano, o saldo da geração de emprego na saúde foi superior ao da Agricultura, que contratou 152.496 profissionais durante este período. Atualmente, o estoque de trabalhadores celetistas no setor saúde é de 2,620 milhões.

O Estado de São Paulo concentrou a maioria dos novos postos de trabalho criados no primeiro semestre de 2021, com 52.864 contratações. Minas Gerais e Bahia aparecem em seguida, com 13.874 e 10.604 profissionais efetivados, respectivamente. Em junho, São Paulo também aparece na frente, com 5.969 vagas preenchidas. Novamente, Minas Gerais ficou em segundo lugar, com 1.631 contratações, seguido do Rio de Janeiro, com 1.409 trabalhadores efetivados.

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Luísa Laval