Publicado 09 de Agosto de 2021 - 12h48

Por Luci Ribeiro

O governo federal distribuiu nota na manhã desta segunda-feira, 9, para confirmar que o Programa Auxílio Brasil irá substituir o Programa Bolsa Família, mas o documento não traz maiores detalhes da Medida Provisória que trata do tema e foi entregue nesta data pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). "A MP foi uma resposta rápida do governo para atenuar as perdas das famílias mais vulneráveis e promover a recuperação econômica do País em função do fim do Auxílio Emergencial 2021 e dos desafios da situação pós-pandemia", diz a Secretaria-Geral da Presidência na nota.

E acrescentou: "A estratégia lançada busca integrar e articular políticas públicas com programas e ações voltadas ao fortalecimento das ações do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), à transferência direta e indireta de renda, ao desenvolvimento da primeira infância, ao incentivo ao esforço individual, ao empreendedorismo, ao microcrédito e à inclusão produtiva rural e urbana, com vistas ao aumento da empregabilidade e à emancipação cidadã."

De acordo com o documento, a medida ainda institui o Programa Alimenta Brasil, no lugar do Programa de Aquisição de Alimentos, e cria o Benefício Primeira Infância, "que expressa a prioridade dada a esse público nas ações de proteção social do governo federal".

Precatórios

A MP reestrutura o Bolsa Família, mas, para ser efetiva, depende da aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que muda as regras do pagamento de precatórios pela União, também entregue ao Congresso nesta segunda-feira, conforme anunciado por integrantes do governo e da Câmara no período da manhã.

É dessa PEC que virão os recursos que podem ampliar o programa social, tanto aumentando o valor pago às famílias quanto o tamanho do público a ser atendido, que deve passar dos atuais 14,6 milhões de famílias para algo em torno de 16 milhões de famílias.

Valor

Nas vésperas das eleições de 2022, o presidente Bolsonaro prometeu, inicialmente, elevar o benefício médio do Bolsa Família para um patamar próximo a R$ 300, mas já há movimentação política para tentar subir o valor ainda mais, a R$ 400. Hoje, esse valor fica em torno de R$ 190.

Na manhã desta segunda, o presidente repetiu que pretende dar um reajuste de no mínimo 50% para o programa social. "Queremos dar previsibilidade aos gastos e implementar políticas públicas", disse Bolsonaro a jornalistas no caminho do Palácio do Planalto até o Congresso para a entrega da MP. "Vamos dar reajuste de no mínimo 50% para o Bolsa Família, no mínimo".

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Luci Ribeiro