Publicado 09 de Agosto de 2021 - 6h34

Por Estadão Conteúdo

Se o bom filho à casa torna, o técnico do Santos, Fernando Diniz, gostaria que Kaio Jorge não tivesse nem ido - pelo menos não nesse momento em que o time vai acumulando resultados ruins enquanto tenta se adaptar à falta do jovem atacante, contratado pela Juventus por cerca de R$ 20 milhões.

Em entrevista coletiva depois do empate por 0 a 0 contra o Corinthians, neste domingo, Diniz revelou que sente falta do jogador de 19 anos, principalmente pelo esquema tático montado tendo ele como referência, seja no ataque quanto no meio campo.

Para o treinador do Santos, os resultados não têm vindo como o esperado por causa da fase de adaptação do jogo tático e do entrosamento lá na frente. Segundo Diniz, o Santos tenta encontrar uma nova forma de atuar em campo.

"O time estava acostumado a jogar com Kaio Jorge e Marinho na frente. E aí você muda as peças e vai mudando o jeito de jogar. Os movimentos de ataque estavam bem alinhavados, a gente tinha uma fluência no ataque, acontecia de uma maneira mais natural. Agora tudo é um pouco de tempo de adaptação. Não é uma coisa que simplesmente se exige. Existe uma adaptação. O Kaio Jorge era um jogador móvel, que fazia essa função de 9, fazia a função de 10. Então vamos achando um jeito novo de jogar", disse Fernando Diniz.

Não à toa, o técnico do Santos comentou que, além da Juventus, Milan, Benfica e até o Palmeiras queriam Kaio Jorge. "Ele faz falta para qualquer time", afirmou o treinador do Santos, que pena para acertar a equipe.

Sobre o empate no clássico, essa situação tática é algo muito complexo para colocar as dificuldades impostas pelo Corinthians como o único motivo pela falta de volume de jogo. "Não é só porque o Corinthians criou dificuldades que não tem todo um contexto por trás para avaliar com mais profundidade o que aconteceu no jogo", explicou o comandante do Santos.

Para o próximo compromisso na quinta-feira que vem, contra o Libertad, pela Libertadores, Diniz afirmou que a comissão técnica fará um estudo aprofundado dos adversários para estabelecer estratégias: "Contra o Libertad a gente vai fazer um estudo mais aprofundado a partir de agora, olhando cada partida deles. O que a gente precisa fazer é achar soluções para termos mais inspiração, sermos mais agressivos e criarmos mais oportunidades de gol".

Sobre as situações dos atacantes Marinho e Bruno Marques, que não foram relacionados para o clássico contra o Corinthians por conta de diferentes lesões, ele diz que ainda esperará o veredicto do departamento médico e que pode atuar novamente com o trio de ataque formado por Marcos Leonardo, Lucas Braga e Marcos Guilherme.

"A gente não sabe se conta com Bruno Marques e Marinho ou se dá para contar com apenas um dos dois. O trio de ataque é uma possibilidade manter, mas ainda não sei que time vai iniciar a partida na quinta-feira", completou.

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