Publicado 08 de Agosto de 2021 - 21h23

Por Redação O Estado de S. Paulo. Com informações da AP

Um livro pego emprestado há 50 anos em uma biblioteca da Pensilvânia, nos Estados Unidos, foi anonimamente devolvido ao local de origem no mês passado.

O jornal The Citizens' Voice, da cidade de Wilkes-Barre, relatou esta semana que o exemplar Coins You Can Collect (Moedas que Você Pode Coletar, em tradução livre), do autor Burton Hobson, chegou à Biblioteca Pública de Plymouth, no condado de Luzerne, junto com uma nota de US$ 20.

Uma carta não assinada que também acompanhava a obra foi escrita como se o autor fosse o próprio livro e dizia: "Cinquenta anos atrás (sim, 50!), uma garotinha me tirou desta biblioteca em 1971. Naquela época, ela não sabia que eles iam se mudar de Plymouth. Naquela época, as crianças não ouviam coisas assim."

"Como você pode ver, ela cuidou muito bem de mim", continua o manuscrito, explicando que o item costumava ser embalado para mudanças frequentemente, mas estava "sempre com muitos outros livros".

A autora da carta, falando em sua própria voz e não como o livro, disse que, muitas vezes, pretendia devolver a obra, mas, de alguma forma, nunca o fez. "Isso se tornou uma piada comum na minha família. Cada vez que nos mudávamos, eles sempre me perguntavam se eu levava 'o livro de Plymouth'", escreveu.

A mulher falou, ainda, que sabia que os US$ 20 não chegariam perto de pagar a multa acumulada nos 50 anos, mas sugeriu que, "talvez, você possa pagar algumas multas de algumas crianças com isso".

A diretora da biblioteca, Laura Keller, disse que fez exatamente isso, pagando "algumas multas pesadas" de uma jovem mãe que queria começar a pegar livros emprestados novamente. Os empréstimos na biblioteca são suspensos se as multas ultrapassarem US$ 5, ela explicou.

Tanto a carta quanto o livro estarão em exibição na biblioteca em breve, disse Keller.

A identidade da mulher que devolveu a obra permanece um mistério, embora tenha dito que a família e os amigos saberiam que a história era sobre ela se fosse publicada em um jornal local.

Escrito por:

Redação O Estado de S. Paulo. Com informações da AP