Publicado 04 de Agosto de 2021 - 10h48

Por Agência Estado

Rebeca Andrade, ouro e prata na ginástica: símbolo da força e da presença da mulher brasileira nesta edição da Olimpíada

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Rebeca Andrade, ouro e prata na ginástica: símbolo da força e da presença da mulher brasileira nesta edição da Olimpíada

As atletas olímpicas do Brasil já conquistaram oito medalhas nos Jogos de Tóquio, o que representa o melhor desempenho do país na história. Nunca antes as atletas subiram em tantos pódios numa mesma edição. Isso representa uma história sendo reescrita. Rayssa Leal (do skate street) abriu o caminho e puxou a filha, uma garoto de apenas 13 anos dando o seu recado em manobras de encher os olhos, precisas e encantadoras. Sua graça foi também percebida na posta.

Rebeca Andrade (duas conquistas na ginástica), Mayra Aguiar (judô), Bia Ferreira (boxe), Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Martine Grael/Kahena Kunze (vela) e a dupla de tênis Luisa Stefani e Laura Pigossi seguiram os passos da pequena Rayssa e também festejaram em Tóquio. A boxeadora Bia Ferreira é a única que não sabe a cor de sua medalha ainda porque ela vai disputar a semifinal, mas já tem o bronze garantido".

O melhor aproveitamento das brasileiras em Olimpíadas havia sido em Pequim-2008, com sete medalhas. Naquela edição, o país festejou pódio com Maurren Maggi (atletismo, ouro), vôlei de quadra (ouro), futebol (prata), Ketleyn Quadros (judô, bronze), Natália Falavigna (tae kwon do, bronze), Fernanda Oliveira/Isabel Swan (vela, bronze) e revezamento 4x100m atletismo (Rosemar Coelho Neto, Lucimar de Moura, Thaissa Presti, Rosângela Santos, bronze).

Após a disputa da prova de 10km, Ana Marcela deu ao Brasil sua sétima conquista nos Jogos de Tóquio. E fez questão de ressaltar a força das mulheres. "Mulher pode ser o que ela quiser, onde quiser e na hora que quiser. O tanto que a gente vem recebendo de ajuda e igualdade representa muito para o desempenho do Brasil", disse a nadadora. Talvez ela tenha sido a brasileira que mais destacou esse avanço das mulheres no pódio.

Antes de a competição no Japão começar, o Estadão apontou que os Jogos poderiam ser das mulheres. Havia ao menos três atletas que chamavam as atenções: Simone Biles, Naomi Osaka e Katie Ledecky, todas vencedoras em suas modalidades. O Brasil também despontava nessa disputa homens versus mulheres pela representatividade. O Comitê Olímpico Internacional (COI) sempre viu com bons olhos a paridade dos gêneros. Nesta edição, as mulheres tiveram 48% de representatividade, numa evolução sem volta. Em Paris-2024, estima-se que essa divisão seja de 50%.

Outros recordes por mulheres foram batidos na atual edição dos Jogos. Rebeca Andrade se tornou a primeira ginasta brasileira a conquistar o ouro e a primeira atleta do país a ganhar duas medalhas em uma única edição dos Jogos. A dupla Luisa Stefani e Laura Pigossi surpreenderam e conquistaram a primeira medalha da história do tênis brasileiro.

Além disso, a judoca Mayra Aguiar venceu sua terceira medalha olímpica (Londres-2012, Rio-2016 e Tóquio-2020) e se tornou a atleta com mais medalhas pelo Brasil, igualando Fofão, do vôlei (Atlanta-1996, Sydney-2000 e Pequim-2008).

As primeiras medalhas olímpicas de atletas brasileiras ocorreram apenas nos Jogos de Atlanta, em 1996. A final do vôlei de praia feminino reuniu duas duplas do país. Enquanto Jaqueline Silva e Sandra Pires levaram o ouro, Monica Rodrigues e Adriana Samuel ficaram com a prata. Ainda nessa edição, o basquete feminino conquistou a prata e o vôlei de quadra ganhou o bronze.

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