Publicado 20 de Julho de 2021 - 10h58

Por Estadão Conteúdo

A técnica Pia Sundhage é adepta do mistério. Em coletiva na véspera da estreia da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos, a sueca não quis dar um sinal sequer da escalação que mandará a campo contra a China nesta quarta-feira, às 5 horas (de Brasília). Descontraída, ela prefere não revelar a escalação como parte de sua estratégia tática no primeiro jogo, em Miyagi.

"Eu gosto da palavra mistério porque define bem o que é o futebol. Você prepara para o sucesso", justificou a treinadora. "Espero que o mistério seja uma boa surpresa para os brasileiros e difícil para as jogadoras chinesas.

Presente em todas as sete edições da Olimpíada, a seleção brasileira feminina tem quatro vitórias e dois empates em suas seis estreias até aqui. Portanto, está invicta. E contra a China quer ampliar esse bom retrospecto. Nos Jogos do Rio, em 2016, as chinesas também foram as primeiras adversárias do Brasil no primeiro duelo. Na ocasião, vitória brasileira

por 3 a 0.

"O primeiro jogo na Olimpíada é sempre especial. Será um jogo difícil, tenho certeza sobre isso. Também tenho certeza que vocês verão um time brasileiro que faz seu melhor. Ajudar no ataque e defesa", projetou a sueca.

"O Brasil está pronto com certeza. Fizemos as prioridades em dois anos. Acredito que a defesa é mais sólida hoje e o ataque um pouco mais organizado", complementou Pia, orgulhosa do desempenho de suas jogadores no processo de preparação para a Olimpíada.

Bicampeã olímpica, Pia tem a missão de conduzir a seleção brasileira à conquista do ouro inédito. Mas sua meta, no momento, é mais modesta. "Ouro? Eu gostaria. Nosso objetivo é chegar às quartas de final, Estou nesse jogo por tanto tempo. Sei que se você chega às quartas de final qualquer um dos times pode jogar a final", explicou.

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