Publicado 19 de Julho de 2021 - 15h02

Por Estadão Conteúdo

Ela tem habilidade com os pés, boa reposição de bola e sabe passar segurança para suas defensoras. Com esses atributos, Chris Endler espera comandar a seleção do Chile nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 e, assim, ajudar a alavancar o futebol feminino em seu país.

A equipe sul-americana está no Grupo E juntamente com o Canadá, a Grã-Bretanha e o Japão. A estreia na competição acontece nesta quarta-feira, às 4h30 (de Brasília), diante das britânicas. Com a experiência de já ter enfrentado atacantes da qualidade da brasileira Marta, Endler sabe da responsabilidade e liderança que tem sobre as companheiras.

"Nosso principal objetivo não é só participar, mas sim competir. Temos como prioridade passar da fase de grupos e estamos focadas nisso", comentou a jogadora, que em 2015 foi escolhida entre as 100 jovens mais influentes de seu país.

Essa é a primeira participação do futebol feminino do Chile em Olimpíadas. No ranking da Fifa, as sul-americanas estão longe das potências da modalidade e ocupam apenas o 37.º lugar no ranking.

Filha de pai alemão e mãe chilena, ela tem uma história ligada ao pioneirismo no que diz respeito à modalidade no Chile. A jogadora fundou a primeira escola de futebol para meninas em sua terra natal: a Escuela Christiane Endler.

Do início da carreira em 2008, no Unión La Calera, Endler foi se destacando no esporte. Passou pelo Colo-Colo, Chelsea e Paris Saint-Germain. E a receita para tentar cumprir a meta de passar primeira fase está decorada pela atleta. "O futebol se guia por resultados. Temos que tentar ganhar uma partida e empatar outra para termos chances", afirmou.

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