Publicado 19 de Julho de 2021 - 9h37

Por Fabrício de Castro

A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2021 se distanciou ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central. Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - este ano, conforme o Relatório de Mercado Focus, de alta de 6,11% para 6,31%. Há um mês, estava em 5,90%. A projeção para o índice em 2022 seguiu em 3,75%. Quatro semanas atrás, estava em 3,78%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa foi de 3,16% para 3,06%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,25% para ambos os casos.

A projeção dos economistas para a inflação já está bem acima do teto da meta de 2021, de 5,25%. O centro da meta para o ano é de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%). Já para 2024 a meta é de 3,00%, com margem de 1,5 ponto (de 1,5% para 4,5%).

Últimos 5 dias úteis

A projeção mediana para o IPCA de 2021 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis passou de 6,32% para 6,43%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Houve 53 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 5,93%.

No caso de 2022, a projeção do IPCA dos últimos 5 dias úteis seguiu em 3,71%. Há um mês, estava em 3,74%. A atualização no Focus foi feita por 52 instituições.

Outros meses

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA em julho de 2021, de alta de 0,58% para 0,71%. Um mês antes, o porcentual projetado era de 0,40%.

Para agosto, a projeção no Focus foi de expansão de 0,30% para 0,32% e, para setembro, seguiu em 0,30%. Há um mês, os porcentuais indicavam elevações de 0,25% e 0,28%, nesta ordem.

No Focus divulgado nesta segunda-feira, 19,, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de alta de 4,31% para 4,27% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,28%.

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Fabrício de Castro