Publicado 17 de Julho de 2021 - 14h57

Por Fonte: Associated Press

As autoridades cubanas reuniram dezenas de milhares de simpatizantes nas ruas neste sábado (17), quase uma semana depois de serem surpreendidas pelos protestos mais generalizados em décadas.

O presidente Miguel Díaz-Canel - acompanhado pelo ex-presidente Raul Castro, de 90 anos - apareceu na avenida Malecón, à beira-mar, que recebeu alguns dos maiores protestos contra a escassez e o sistema político no fim de semana anterior.

Ele fez um discurso apaixonado culpando os Estados Unidos e seu embargo econômico, "o bloqueio, a agressão e o terror", enquanto uma multidão agitava bandeiras cubanas e do Movimento 26 de Julho, liderado por Fidel Castro durante a Revolução Cubana. "O inimigo voltou para lançar tudo o que tinha para destruir a sagrada unidade e tranquilidade dos cidadãos", disse Díaz-Canel.

Ele terminou sem o tradicional grito de "Pátria ou Morte!" - um slogan ridicularizado na semana passada por manifestantes que gritavam: "Pátria e vida!"

Havana tem voltado ao normal nos últimos dias, mesmo que o serviço de dados de internet móvel - que as autoridades cortaram no domingo - continue limitado.

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Fonte: Associated Press