Publicado 22 de Junho de 2021 - 20h17

Por João Ker

Moradores do centro de São Paulo foram surpreendidos na tarde desta terça-feira, 22, quando um grupo de criminosos conhecido na região como "Gangue da Aclimação" trocou tiros com a polícia na altura do número 491 na Rua Castro Alves, no bairro da Aclimação. O tiroteio aconteceu logo após uma tentativa de arrastão em um prédio residencial.

De acordo com a Polícia Militar, duas pessoas foram baleadas durante o confronto: um agente policial, encaminhado à UBS Vergueiro; e um dos suspeitos, que foi socorrido à UBS Ipiranga. Além dele, outras quatro pessoas envolvidas no crime, dois homens e duas mulheres, foram detidas.

"Eu estava fazendo comida no meu apartamento quando eles abriram a porta já com a arma apontada pra mim e rendendo um amigo que mora no andar de baixo. Quando olhei, ele me falou para manter a calma e disse que era só eu fazer o que ele mandava", conta um dos moradores do prédio, de 20 anos, que prefere manter-se anônimo.

Ele lembra que o assaltante estava acompanhado de uma mulher e foi ela quem levou os dois moradores, ele e o amigo, ao quarto da vítima. Lá, ela fechou as janelas e pediu para que eles esperassem ali enquanto o casal vasculhava o quarto dos pais, de onde levaram joias e relógios. A ação durou cerca de 30 minutos, quando os assaltantes ouviram tiros na rua e então abandonaram o apartamento.

"A porta estava aberta. Quando eles escutaram os tiros, saíram correndo e chegou a polícia logo em seguida", conta o universitário, que afirma não ter sofrido nenhum tipo de agressão física durante o episódio. "Ele até disse na hora que não ia me machucar nem matar a gente porque não queria 'pegar 30 anos de cadeia'", lembra.

Os suspeitos teriam entrado no edifício se passando por corretores imobiliários. Uma vez lá dentro, eles renderam um amigo da vítima na academia e foram subindo andar por andar, invadindo outros apartamentos. Funcionários do prédio afirmam ainda que o "golpe" da "Quadrilha da Aclimação" já foi aplicado em outros locais da região.

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João Ker