Publicado 22 de Junho de 2021 - 15h07

Por especial para o Estadão

Por João Paulo dos Santos

A cantora Billie Eilish soltou uma nota em que se desculpa pelo uso de um termo racista em um vídeo antigo em que dubla uma música do rapper Tyler, The Creator.

O vídeo, de quando Billie tinha aproximadamente 14 anos, voltou a circular na internet. Nele, a cantora dubla e a música interpretada, Fish, que contém uma expressão de cunho racista se referindo a pessoas asiáticas.

Em outro trecho, a cantora aparece fazendo caras e bocas, o que levou algumas pessoas a acusarem Eilish de estar imitando e tirando sarro do modo como os asiáticos falam.

Na nota, a cantora se diz envergonhada pela dublagem da expressão racista e explica que as expressões faciais não são referências a ninguém. "Algo que eu comecei a fazer quando era criança e fiz a minha vida inteira conversando com meus animais de estimação, amigos e família", explicou.

Leia a nota completa emitida pela cantora:

"Eu amo vocês e muitos de vocês têm me pedido para falar sobre esse assunto. E isso é algo que eu QUERO abordar porque estou sendo chamada de algo que não sou.

Há uma edição de vídeo circulando de mim quando eu tinha 13 ou 14 anos de idade e dublei uma palavra de uma música que na época eu não sabia ser um termo depreciativo usado contra membros da comunidade asiática. Eu estou chocada e envergonhada e quero vomitar por ter cantado essa palavra. Essa música foi a única vez que eu ouvi essa palavra já que ela nunca foi usada ao meu redor ou por qualquer pessoa da minha família. Apesar da minha ignorância e idade na época, nada desculpa o fato de que as minhas ações machucaram. E por elas eu peço desculpas.

O outro vídeo nesse trecho editado me mostra falando besteiras com uma voz boba… algo que eu comecei a fazer quando era criança e fiz a minha vida inteira conversando com meus animais de estimação, amigos e família. É simplesmente um monte de sons bobos e sem sentido, comigo apenas brincando, e NÃO É uma imitação de qualquer pessoa ou qualquer língua, sotaque ou cultura, NEM DE PERTO. Qualquer pessoa que me conheça já me viu brincando com vozes durante minha vida toda.

Independentemente de como isso foi interpretado eu não quis que nenhuma de minhas ações causassem dor a outros e parte o meu coração que isso esteja sendo categorizado de uma forma que possa causar dor a pessoas que estão ouvindo. Eu não apenas acredito, mas sempre trabalhei duro para usar a minha plataforma para lutar por inclusão, gentileza, tolerância, equidade e igualdade.

Todos nós precisamos continuar tendo conversas, ouvindo e aprendendo. Eu ouço vocês e amo vocês. Obrigado por parar um tempo para ler isso aqui."

Escrito por:

especial para o Estadão João Paulo dos Santos